Como lidar com os filhos após a separação dos pais

Conheça a reação dos filhos conforme a faixa etária

Tufi Duek: estilo tribal e minimalista
Tufi Duek: estilo tribal e minimalista Foto: Zé Takahashi, Agência Fotosite/Divulgação

Muitos filhos chegam à adolescência com os pais separados. Apesar de o número de casamentos ainda ser maior do que o de divórcios, nos últimos anos, as separações passaram de raridade para realidade. Faça um teste. Pergunte numa sala de aula com adolescentes quantos deles têm pais separados. O resultado pode ser surpreendente.
Independentemente do motivo, a maioria das separações, para não dizer quase todas, envolve um processo difícil, permeado pela dor, frustração, raiva e angústia. A ruptura pode ser ainda mais traumática quando há um ou mais filhos envolvidos.

O que é mais prejudicial aos filhos – viver em um ambiente de crise com os pais juntos, ou num modelo com os pais separados? Os efeitos nocivos podem ser minimizados dependendo da condução da separação.

– As reações dos filhos dependem da idade e do nível de entendimento da situação por parte deles. Quando menores, a adaptação a nova realidade tende a ser mais tranquila – afirma a psicóloga e especialista em terapia de família Luciane Pozobon.

Entre as reações consideradas normais, os bebês pequenos ficam mais agitados, crianças pequenas voltam a fazer xixi na cama e as mais crescidas passam a ter problemas na escola. Da parte dos adultos, uma mãe que é protetora pode virar supermãe. Um pai que era apegado tende a virar pegajoso.

Maturidade necessária
Por mais difícil que seja a ruptura, os pais têm de se esforçar para encontrar a maturidade, a fim de não confundir ainda mais os pequenos. O bom senso deve prevalecer sobre o ressentimento. Isso significa evitar brigar ou falar mal do ex-cônjuge na frente do filho, responder a todas as perguntas sem entrar em detalhes, deixar claro que a criança ou adolescente não têm nenhuma culpa. Evitar expressões do tipo: “Papai e mamãe não se amam mais”. A interpretação pode ser: “Se ele não gosta da mamãe, um dia pode deixar de me amar também”.

A rotina da casa mudará, novas configurações familiares podem se formar. A presença do pai, mesmo morando em outra casa, dá segurança aos pequenos. O ideal seria uma guarda compartilhada, sem horários determinados de visita, dividir tarefas como buscar e levar na escola.

Os impactos – a reação dos filhos conforme a idade:

Zero a dois anos
:: Bebê é como esponja, sente tudo que se passa no ambiente
:: Pode ter sintomas físicos, como febre, ou emocionais, como agitação incomum
:: Não pode ficar longos períodos longe da mãe ou da pessoa de referência  

Dois a seis anos
:: Criança pode se sentir culpada, abandonada
:: Os sentimentos são expressos nas brincadeiras
:: Pais devem dividir as tarefas

Sete a 10 anos
:: Entendem tudo, formam conceitos
:: Podem ficar tristes, isolar-se e ter queda no desempenho escolar
:: É importante preservar a rotina e o convívio social

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