Como usar referências retrô na decoração moderna

Aprenda a tirar proveito da tendência sem deixar sua casa com cara de passado

Tendência é pincelar uma peça vintage ou retrô em meio a outras mais modernas
Tendência é pincelar uma peça vintage ou retrô em meio a outras mais modernas Foto: Divulgação

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Entre produtos triviais, o gosto pela estética vintage se estabeleceu como um hit da decoração. Mesmo fugindo ao seu real conceito – vintage que é vintage precisa ser, de fato, produzido entre as décadas de 1920 e 1980 – uma peça antiga (ou com cara de antiga) na sala, agora, é como um pretinho básico pendurado no armário feminino.

A designer de interiores e de produtos Luciana Colesanti concorda que o momento é favorável ao estilo vintage, mas que, diferentemente de outras tendências, ele vem como uma inspiração, um detalhe:

– Na verdade, ele é um elemento a mais. Até quem curte uma decoração mais moderninha sacou que pincelar o moderno com alguma peça de 1950 dá personalidade ao lar.

A força dessa tendência é tamanha que as grandes empresas já se atentaram para esse desejo do consumidor. São refrigerantes relançados em garrafinhas retrôs, sabonete com embalagem idêntica a de 1950, revestimento de madeira em linhas vintage, tocadores de MP3 em formato de rádio de madeira, frigobar com cara de geladeira dos anos 1960.

A supervalorização do retrô não se restringe ao desejo. Comprar um móvel bacana, feito há mais de 30 décadas, atualmente, pesa bem mais no bolso do que comprar um móvel zerado. Um custo benefício que, para especialistas, certamente vale a pena. 

– Comprar um móvel no antiquário é ter uma atitude sustentável, reciclando, reutilizando. Também é fazer a compra de um produto com uma vida útil incrível. Os móveis de hoje duram muito menos. Um barato que sai caro – aponta a designer Karina Arruda.

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