Compras pela web no Natal exigem atenção dos internautas

Vendas correspondentes ao período natalino devem arrecadar 25% a mais do que em 2007

Vendas correspondentes ao período natalino devem arrecadar 25% a mais do que em 2007
Vendas correspondentes ao período natalino devem arrecadar 25% a mais do que em 2007 Foto: Reprodução

A aproximação do final do ano traz consigo a preocupação com a compra dos presentes de Natal. Uma alternativa cada vez mais buscada para não enfrentar lojas e estacionamentos lotados são os serviços de vendas pela internet.

Conforme a consultoria e-Bit, este ano, as vendas correspondentes ao período natalino, de 15 de novembro a 24 de dezembro, devem arrecadar R$ 1,35 bilhão, 25% a mais do que em 2007. Entretanto, para aproveitar as comodidades de comprar de casa é preciso cuidado com a segurança das transações na web.

Segundo Fernando Lopes, vice-presidente de varejo da CTIS, que fatura em média R$ 600 mil por mês em negócios online, a cada ano, os consumidores vêm se sentindo cada vez mais seguros para comprar pela internet. Dados da consultoria e-Bit indicam que o e-commerce brasileiro cresceu 24% de setembro de 2007 a setembro de 2008. Mas muitos consumidores ainda têm medo do comércio online.

Para o administrador de empresas e analista financeiro Guilherme Augusto De Jorge, a internet é a última opção.

– Não confio muito em passar meus dados, como o número do meu cartão de crédito. Prefiro comprar nas casas comerciais – afirma.

André Kruklis, contabilista e administrador, é o oposto.

– Se o preço está bom, compro tudo pela web. Só o supermercado eu ainda não faço online – diz.

Para o professor de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB) e doutor em criptografia e segurança da informação, Anderson Nascimento, o problema do e-commerce vai além da tecnologia.

– O aumento de segurança não depende só da evolução tecnológica, mas também das pessoas que cuidam das informações confidenciais e da educação do usuário. Quando há mais empresas envolvidas, o risco de existirem falhas de segurança é maior – diz.

Fernando Lopes, da CTIS, garante que o meio é seguro, desde que as precauções necessárias sejam tomadas. Mas é preciso desconfiar das grandes promoções.

– Às vezes, na ânsia de ter um lucro fácil, o consumidor se esquece de tomar cuidado com coisas básicas. O que recomendamos é procurar sites de empresas conhecidas para ter onde reclamar, por exemplo – diz.

Para a advogada Patricia Peck, especializada em direito digital, o risco do e-commerce aumenta no Natal porque aparecem sites pequenos de vendas, principalmente de produtos eletroeletrônicos. De acordo com o delegado Sílvio Castro, da Divisão de Repressão aos Crimes de Alta Tecnologia (Dicat), muitos problemas de fraude ocorrem quando os interessados na compra passam dos limites de relacionamento do site de leilão.

– As pessoas tentar fazer o negócio fora do site de comércio, começam a conversar por e-mail – diz, alertando para as falsas mensagens de confirmação de pagamento, que induzem o consumidor a clicar em links para conferir o saldo.

A orientação é checar no próprio site, e não clicar nos endereços enviados. Outra dica é ter cuidado com os nomes presentes na conta de depósito e no registro do produto.

– Se os nomes forem diferentes, é um indício muito forte de fraude – explica o delegado, que indica as pesquisas em sites de busca, para saber se a empresa é confiável, e o site Reclame Aqui, para cadastro de reclamações.

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