Conheça os tipos de má digestão e saiba como prevenir

Termo é usado para representar qualquer sintoma que aflija a barriga

Conrad Murray, médico pessoal de Michael Jackson, foi identificado hoje como objeto da investigação policial
Conrad Murray, médico pessoal de Michael Jackson, foi identificado hoje como objeto da investigação policial Foto: Thomas Nguyen, EFE

Sempre na ponta da língua depois de muitas feijoadas ou churrascos de final de semana, o termo má digestão é popularmente usado para representar qualquer sintoma que aflija a barriga. Entre os médicos, porém, essa classificação não é muito utilizada, e eles preferem especificá-la um pouco mais. Em linhas gerais, os especialistas dividiram a má digestão em três aspectos mais frequentes. Um representa o mal-estar mais comum e é relativo à azia e à sensação de estar farto, mesmo comendo em pouca quantidade. Outro tipo é o que ocorre em pacientes com dificuldade de evacuação, ou seja, constipação intestinal. O terceiro vale para quem sofre com diarreia.

Seja qual for o aspecto, o importante é saber que má digestão não chega a ser considerada uma doença, mas uma alteração no funcionamento dos chamados movimentos peristálticos, que são movimentos involuntários (que não são comandados pela pessoa) dos intestinos com a função de levar o alimento ao longo do sistema digestivo. Quando algo não vai bem, os movimentos tornam-se mais lentos ou mais acelerados. Esse desequilíbrio na velocidade cria uma série de problemas em toda a cadeia digestiva. Problemas que podem se converter em qualquer um dos sintomas compreendidos pelo termo má digestão. Há ainda outros, como os provocados pela alergia alimentar e pelo refluxo.

– A má digestão tem pouco a ver com a qualidade ou a quantidade do alimento. Quando a comida está estragada, ela pode causar febre e dor abdominal, mas isso está mais ligado a um quadro de intoxicação ou infecção e não de problemas na digestão – explica o gastroenterologista Cláudio Wolff, do Hospital Moinhos de Vento.
Claro que comidas pesadas e gordurosas são digeridas com mais dificuldade pelo organismo. Se o sistema digestivo já estiver com algum problema, o paciente vai sofrer ainda mais.

Crianças muito pequenas, que ainda não têm o aparelho digestivo totalmente formado, podem também enfrentar problemas. Um dos casos mais comuns ocorre com a ingestão de leite de vaca. Isso porque o organismo não está preparado para digerir proteínas animais, e o bebê pode passar por algum tipo de reação alérgica e sofrer com refluxo, diarreia e vômito. Nesses casos, a solução é alimentar o filho com leites especiais que contêm proteínas preparadas industrialmente, facilitando a digestão.

– Com o passar dos anos, a tendência é que o problema seja resolvido naturalmente. Com o crescimento, o aparelho digestivo fica mais maduro e consegue absorver as proteínas – explica a gastroenterologista pediátrica Cristina Targa Ferreira, do Instituto do Aparelho Digestivo (IAD).

Saiba mais

– Os remédios vendidos livremente para a má digestão funcionam parcialmente. Em geral, agem como antiácidos e reduzem a sensação de azia e queimação, comuns após refeições que incluem alimentos gordurosos.

– Para quem enfrenta problemas crônicos, o ideal é procurar um médico. O tratamento pode ser feito com os chamados procinéticos, que regulam os movimentos peristálticos. São tomados até três vezes por dia e pelo período de um a três meses.

– Além dos medicamentos, os pacientes devem se precaver com a alimentação. Feijoadas e churrascos são digeridos com dificuldade por qualquer pessoa, principalmente para quem tem alguma dificuldade no sistema digestivo.

Leia mais
Comente

Hot no Donna