Crianças com pouco autocontrole correm risco de fracassar quando adultas, diz estudo

Pesquisa comportamental foi publicada na segunda-feira nos Estados Unidos

Segundo McDougall, correr descalço ajuda a evitar lesões, pois o tênis força o pé a bater primeiramente com o calcanhar no solo
Segundo McDougall, correr descalço ajuda a evitar lesões, pois o tênis força o pé a bater primeiramente com o calcanhar no solo Foto: Guto Kuerten

As crianças que mostram pouco controle de si mesmas aos 3 anos correm maior risco que as demais de sofrer, antes dos 32 anos, problemas de saúde, com drogas, dificuldades financeiras e com a justiça, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos. Pesquisadores da Universidade Duke, da Carolina do Norte (sudeste) estudaram durante mais de 30 anos mais de mil crianças na Nova Zelândia, que se autoavaliaram e foram avaliadas por seus professores, pais e outros observadores.

Entre os critérios de avaliação incluem-se: incapacidade para controlar a raiva, falta de perseverança para alcançar objetivos, dificuldades para terminar tarefas, hiperatividade, tendência a agir antes de refletir, dificuldade para esperar sua vez, agitação e falta de escrúpulos.

As crianças com as notas mais baixas nestes critérios foram as que, quando adultas, mostraram mais problemas respiratórios, doenças venéreas, excesso de peso, taxas elevadas de colesterol e hipertensão arterial, segundo a psicóloca Terrie Moffitt, da Universidade Duke, uma das principais autoras desta pesquisa realizada por uma equipe internacional. O trabalho foi publicado nos anais da Academina Nacional americana das Ciências (PNAS), com data de 24-28 de janeiro.

Além disso, a impulsividade e a relativa incapacidade para pensar a longo prazo, combinadas com um escasso autocontrole, fazem com que estas pessoas tenham dificuldades para administrar suas finanças, desde economizar até reembolsar um empréstimo hipotecário.

Estas crianças também têm grandes probabilidades de se tornar mães solteiras, alcóolatras, fumantes ou consumidoras de outras drogas, e inclusive de ter problemas com a justiça, determinaram os autores do estudo.

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