Crianças podem ter dificuldades alimentares que devem ser diagnosticadas e tratadas

Cerca de 35% dos pais chegam ao consultório dizendo que em algum momento o filho apresentou problemas com a alimentação

"La Faunesse à Genoux", vendida por 724 mil euros
"La Faunesse à Genoux", vendida por 724 mil euros Foto: BERTRAND GUAY

As crianças podem desenvolver, ao longo da infância, alguns problemas alimentares aos quais, às vezes, os pais não costumam dar muita atenção. No entanto, segundo a médica e professora de pediatria da UFRGS, Elza Mello, existem vários tipos de dificuldades alimentares entre os pequenos que necessitam de tratamento específico.

A especialista vai apresentar uma palestra sobre o assunto no IV Congresso Gaúcho de Atualização em Pediatria, que acontece desde ontem até sábado, em Porto Alegre.

? Há crianças que simplesmente param de comer certos tipos de alimentos e os pais têm muita dificuldade para entender o que aconteceu e lidar com o problema. A verdade é que os motivos podem ser muitos e cada caso merece uma atenção especial, pois quando a origem do distúrbio alimentar é conhecida, fica mais fácil estruturar o tratamento ? diz.

De acordo com Elza, cerca de 35% dos pais chegam ao consultório dizendo que em algum momento o filho apresentou problemas com a alimentação. O papel do médico é, então, analisar, primeiramente, se não há uma percepção equivocada dos pais.

? Às vezes os adultos acham que a criança tem pouco apetite quando, na verdade, ele é adequado ao seu tamanho e necessidades nutricionais.

Existem ainda crianças que negam certos tipos de alimentos por causa da cor ou textura. Outras desenvolvem uma fobia da alimentação, ou seja, demonstram medo ou choram ao ver os alimentos. Esse tipo de problema pode ocorrer, por exemplo, se a criança alguma vez engasgou com a comida. Quando isso acontece é importante que os pais sejam cautelosos e pacientes.

Elza ressalta ainda que é importante o pediatra estar atento e analisar especificamente cada caso.

? Com isso ficamos mais próximos do paciente e dos pais, o que resulta em um tratamento mais eficaz ? afirma.

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