Critérios para a escolha da primeira escola dos filhos

Confira dicas sobre o que levar em conta na hora da difícil decisão

Luane optou por uma escola onde as filhas pudessem estudar até concluírem o Ensino Médio
Luane optou por uma escola onde as filhas pudessem estudar até concluírem o Ensino Médio Foto: Genaro Joner

Além de decidir entre manter a criança no aconchego de casa ou mandá-la para a escolinha, os pais deparam com outra dúvida: como escolher a instituição? Para alguns, o melhor é matricular o filho em um colégio que atenda desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, onde ele poderá estudar durante muitos anos, com os mesmos colegas. Outros consideram mais vantajoso que o filho frequente, primeiro, um espaço com menor número de crianças, no qual os alunos tenham idades mais próximas. Afinal, o que levar em conta na hora de optar?

Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Maria Carmen Silveira Barbosa ressalta que pesquisas apontam para uma vantagem dos colégios menores na primeira experiência escolar de um indivíduo. Contudo, ela lembra que, se a escolha for uma instituição que contemple toda a Educação Básica, é importante verificar se existe, para os alunos pequenos, um prédio separado, com ambiente acolhedor, onde a criança não se sinta perdida.

? É importante que elas conheçam os colegas e os profissionais e sejam conhecidas, chamadas pelo nome. Que as pessoas saibam de que família elas são ? defende a professora.

Denise Arina Francisco, pedagoga e professora da Universidade Feevale, lembra da importância de, antes de matricular a criança em um ou outro colégio, conhecer a proposta pedagógica do estabelecimento. Nas escolas de Educação Infantil, ela é voltada a um público específico. Mas, se a instituição recebe alunos de diversas idades, deve-se avaliar se a escola contempla em sua proposta formatos diferentes para cada etapa.

Uma dúvida comum é quanto à possível dificuldade de adaptação. Não seria melhor poupar a criança das trocas de instituições ao longo da vida escolar? Especialistas dizem que depende. Se o aluno vai ficar apenas um ano em um colégio de Educação Infantil e, no ano seguinte, terá de ir para um colégio que tenha Ensino Fundamental, é melhor repensar a ideia. No entanto, se as transferências não forem corriqueiras, podem até se mostrar benéficas, pois a criança terá a oportunidade de conhecer e se adaptar a novos grupos e escolher o que for melhor para ela.

Outro ponto a ser levado em conta antes de bater o martelo na escolha do colégio é a estrutura do local. Grande ou pequena, é necessário que a escola tenha um espaço adequado ao público que recebe, com biblioteca, brinquedoteca, pátio de recreação e locais arborizados. Sobretudo, com profissionais capacitados para a tarefa.

Mesma instituição durante toda a vida escolar

Quando o ortopedista Eduardo Librelotto, 42 anos, e a fisioterapeuta Luane Mazzochi Librelotto, 31 anos, escolheram o colégio das filhas – Valentina, quatro anos, e Isadora, um ano e sete meses -, pesou o fato de poder deixá-las durante toda a vida escolar na mesma instituição. Após visitar o estabelecimento e fazer uma enquete com pessoas conhecidas, o casal optou pelo Colégio Farroupilha, de Porto Alegre.

Luane, fã declarada do turno integral, conta que a possibilidade de as crianças passarem o dia inteiro na escola, tendo a oportunidade de acesso a atividades que em casa não teriam, foi outro fator importante na hora da escolha. Como ela e o marido trabalham durante todo o dia, saber que as meninas estariam em um local com profissionais qualificados, deixa-os mais tranquilos.

Valentina está adaptada à rotina escolar há quase três anos, enquanto Isadora frequenta o berçário há pouco mais de um. A mais velha, além da aula curricular, tem oficinas e cursos de inglês, ginástica e balé, por exemplo. Tudo na escola.

? Elas têm atividades que não fariam se permanecessem em casa, pois eu não poderia ficar me deslocando para levá-las ? afirma Luane.

Pontos fundamentais para a decisão

A busca por um ambiente familiar e com atendimento individualizado foi o que motivou os dentistas Luciana Hoffelder e João Rafael Fernandes, ambos de 35 anos, a escolherem a escola infantil do filho, na Capital. Ao matricularem, neste ano, Matheus, de dois anos e cinco meses, eles priorizaram a atenção por parte dos professores.

Luciana, que estudou na mesma escola, diz que já conhecia o sistema e admira, sobretudo, o carinho com que os alunos são tratados. Contudo, lembra ela, esse não foi o único quesito avaliado. O fato de a escola oferecer aulas de inglês e informática, atividades envolvendo culinária e educação física também contou na hora de optar pela Carrossel, no bairro Bom Fim.

? Outro ponto que eu tive bastante atenção foi em relação à nutrição, o cuidado com a alimentação das crianças ? ressalta Luciana.

Matheus passa a tarde na escolinha. Não deixá-lo em turno integral sob os cuidados dos professores foi pensado por Luciana e pelo marido para priorizar, também, o convívio dele com o irmão mais novo, Rafael, 10 meses.

De olho nas dicas

Na hora de escolher a escola do filho, é fundamental que os pais fiquem atentos a uma série de questões. Confira:

:: A escola deve ter autorização para funcionar. Se você não enxergar a licença e o alvará, questione os responsáveis;

:: Pergunte sobre a formação dos professores, se é adequada à função que exercem;

:: Verifique se a escola tem um grupo bem estruturado de profissionais em todos os setores;

:: Leve em conta a distância entre casa e colégio. Muito tempo de deslocamento pode ser um transtorno;

:: Observe se o espaço físico é ideal para os estudantes atendidos pela instituição;

:: Busque referências do colégio com pessoas conhecidas;

:: Analise se a proposta pedagógica está de acordo com os princípios da família.

Leia mais
Vídeos recomendados
Comente

Hot no Donna