Curso sobre como caçar tendências será realizado em Porto Alegre

Escola de Design Unisinos ministra workshop sobre Coolhunting em novembro

Cerca de 80 milhões de mulheres usam a pílula no mundo todo
Cerca de 80 milhões de mulheres usam a pílula no mundo todo Foto: Carlinhos Rodrigues

Será que você seria um bom coolhunter? Você está atento a tudo o que se passa no mundo? Já conseguiu captar algo, pensar que viraria uma tendência e viu isto se concretizar? Caso a resposta seja “sim”, você seria um bom caçador de tendências, segundo a pesquisadora, estilista e coolhunter argentina Julieta Puhl. Julieta, que desenvolve também o projeto Por La calle, virá a Porto Alegre apresentar o workshop Cool Hunting – Caçando Tendências.

O workshop  Cool Hunting – Caçando Tendências está sendo oferecido pela Escola de Design Unisinos com o objetivo de explorar a importância de observar os fenômenos para poder interpretá-los para o mercado de moda, além de explorar a questão da profissão de coolhunter.

O curso tem início no dia 11 de novembro e está com inscrições abertas. Mais informações sobre o curso e inscrições você encontra em www.unisinos.br/design/extensao ou pelo telefone (51) 3012.1363.

Na companhia do colega Laureano Mon, Julieta concedeu uma entrevista sobre o tema:

Que olhar é necessário para observar o mercado de moda?
É preciso treinar a observação, ter um olhar aguçado para captar tudo o que começa ou o novo com algo que nos chama a atenção ou dá um indício de mudança. Para isto, é preciso ter um profundo conhecimento do contexto para saber o que é realmente novo ou o que deixou de existir ou se tornou uma moda massiva. As motivações de consumo estão influenciadas pela cultura, marcas, design, estética, e pelos meios de comunicação. Os coolhunters não analisam: seu trabalho se baseia especialmente na observação, são antenas sensíveis. Eles são uma espécie de espiões sociais. Observar as pessoas inovadoras, que se consideram diferentes e fazem a diferença, esses que depois serão seguidos pela massa de consumidores. Um coolhunter é aquele que está atento aos sinais e petições que o mercado potencial envia; é saber transformá-las e adaptá-las ao mundo da moda ou o consumo. Seu principal objetivo: detectar as necessidades que a sociedade demanda. Eles jamais perdem detalhes do que acontece ao seu redor e se caracterizam por uma ampla visão de futuro, se inspiram com toda a música, tecnologia, literatura, etc.

Como se descobrem os coolhunters?

Coolhunting é inovação, abre novos horizontes, novas oportunidades e é, sem dúvida, uma ferramenta confiável e exitosa. O termo coolhunter foi criado no fim dos anos 90 pela revista New Yorker e se refere a pessoas visionárias que sabem quais serão as próximas tendências que podem vir ou serão adotadas pelas pessoas, determinadas mudanças na esfera social que podem supor novas necessidades dos consumidores, que em muitas oportunidades não são formuladas explicitamente por eles.  Neste âmbito confluem várias especialidades, como marketing, publicidade, psicologia social, sociologia, antropologia, etnologia e a criatividade dos designers. Hoje é uma ferramenta fundamental que o estilista precisa para interpretação do mundo e o que virá a ser.

Como nasce uma tendência? Da rua para os catálogos ou ao contrário?

As tendências surgem e se desenvolvem em um contexto social e espaço-temporal concreto. É preciso interpretar as grandes tendências globais, reinterpretá-las e aplicá-las sob um caráter social. Muitas vezes o consumidor recombina e busca novos significados nas propostas da temporada. Estas novas maneiras de vestir e recombinar os estilos são uma das principais fontes de inspiração para o mundo do design.  A rua é heterogênea, inovadora, imprevisível e original. Desta maneira, os estilistas captam estas mensagens, utilizando esta informação para desenvolver suas novas coleções.

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