Da Farofa ao Caviar: prostitutas desfilam coleção da grife Daspu em Porto Alegre

Profissionais de todo o país estão reunidas em encontro na Capital

Prostitutas de todo o país desfilaram a coleção de verão da grife Daspu na Casa de Cultura Mario Quintana
Prostitutas de todo o país desfilaram a coleção de verão da grife Daspu na Casa de Cultura Mario Quintana Foto: Jefferson Botega

O Encontro da Rede Brasileira de Prostitutas começou na noite desta quinta-feira, em Porto Alegre, com um desfile de modas da marca carioca Daspu. Prostitutas de todo o país desfilaram a coleção de verão da grife, batizada “Da Farofa ao Caviar”, e levaram ao delírio o público que compareceu à Casa de Cultura Mario Quintana para presenciar a abertura do evento.

? Elas estavam lindas, exóticas. Foi um glamour total ? relata Carmen Lúcia Paz, uma das coordenadoras do Núcleo de Estudos da Prostituição (NEP).

Esta é a primeira vez que o evento acontece fora do Rio de Janeiro. Para a coordenadora da ONG Davida, Gabriela Leite, a realização do encontro em Porto Alegre mostra que há um movimento consistente na discussão sobre a cidadania na prostituição.

? Foi preciso muita coragem para fazer um encontro em Porto Alegre ? disse Gabriela.

A ONG Davida foi criada no Rio de Janeiro em 1992 e promove ações nas áreas de educação, saúde, comunicação e cultura em nível local e nacional. Dentro das atividades da organização, a grife Daspu é uma das mais reconhecidas. Na confecção, as prostitutas trabalham em conjunto com profissionais da moda e lançam uma coleção por ano, que é vendida pela internet.

Para o encontro, são esperadas 80 prostitutas e 60 ativistas e pesquisadores que discutirão ações desenvolvidas pela Rede em sua luta no reconhecimento de direitos trabalhistas, direitos sexuais e melhores condições de vida e segurança para as profissionais.

? Queremos construir um plano de trabalho para o nosso movimento junto com os governos. A gente quer ter forças para cobrar isso localmente ? diz Carmen.

Uma das principais reivindicações do movimento é a normatização da atividade. A prostituição consta na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) como um ofício legal, mas não existe uma legislação trabalhista para regulamentar a atividade, o que já é feito em países como a Holanda e a Alemanha.

Você é a favor ou contra essa normatização no Brasil?

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