Deixar a fritura de fora do cardápio nem sempre é a melhor opção para quem procura ter uma dieta saudável

A escolha dos alimentos e do óleo usado para cozinhar pode ser mais importante do que a forma de preparo

Dependendo do tipo de peixe, até vale a pena fritar em vez de grelhar
Dependendo do tipo de peixe, até vale a pena fritar em vez de grelhar Foto: Divulgação

Quando o assunto é dieta e alimentação saudável, a primeira restrição é a fritura. Mas poucos sabem que com o uso do óleo correto, nutrientes essenciais ao nosso organismo são menos afetados e que o nível de gordura do alimento não depende apenas da forma como é preparado, mas também da escolha do produto.

Um exemplo disso é o da sardinha gorda, que não aumenta muito o teor de gordura entre grelhada e frita (12,3% de gordura para 15,6%) e a do peixe carapau, que quase triplica a sua quantidade (3,7% de gordura para 9,6%). Feitas as contas, no entanto, o peixe carapau frito continua a ser uma opção com menos gordura do que a sardinha grelhada.

Segundo a Tabela de Composição de Alimentos do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), o bife de vaca grelhado tem 6,4% de gordura, aproximadamente o mesmo que o peixe-espada frito. Mas com uma diferença fundamental: a gordura da vaca é majoritariamente saturada e a do peixe é insaturada. Nesse sentido, vale ressaltar que a Organização Mundial de Saúde recomenda a substituição de gorduras saturadas (na maioria de origem animal) por insaturadas (que encontramos em alguns peixes e nos alimentos de origem vegetal, como óleos extraídos de sementes).

Faça a escolha certa

A ideia de que alimentos fritos devem ser descartados da dieta está distorcida, mesmo porque a fritura somente se torna vilã do cardápio diário quando a melhor gordura não é escolhida. Isso vale tanto para o tipo de gordura do alimento, como para o tipo de óleo utilizado.

O aquecimento do óleo está presente no dia-a-dia de nossas cozinhas, como quando refogamos o arroz, temperamos o feijão ou fazemos uma torta, por exemplo. Para não errar, uma regra básica é dar preferência aos óleos 100% vegetais, como aqueles que são extraídos de sementes. Dentre eles também são muitas as diferenças de nutrientes. Um exemplo disso é o óleo de amendoim.

Segundo o engenheiro de alimentos da Sementes Esperança, Rafael Bedore, comparado a outros óleos vegetais, o óleo de amendoim se destaca pelo valor nutritivo, por apresentar grande quantidade de gorduras monoinsaturadas. Bedore diz que seu consumo está diretamente relacionado à diminuição dos níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue, sem, no entanto, reduzir a quantidade do colesterol bom (HDL) – o que atua na redução do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Essa propriedade torna seu consumo imperativo para uma dieta saudável, principalmente para quem apresenta alterações nas taxas de colesterol.

– Os benefícios à saúde no consumo do óleo de amendoim é equivalente ao do azeite. Graças a sua concentração de ácidos graxos poliinsaturados, em especial de ômega-6, atua na prevenção de doenças neurológicas e cardiovasculares, estimulando o sistema imunológico e o sistema nervoso – esclarece o engenheiro de alimentos.

O óleo de amendoim, por exemplo, é rico em vitamina E, um nutriente antioxidante que fortalece as células e, assim, atua contra o envelhecimento precoce.

– Essa vitamina impede a proliferação exagerada dos radicais livres, grandes inimigos da saúde, e atua também na regeneração de todos os tecidos do organismo, além de favorecer processos antiinflamatórios – ressalta o profissional.

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