Deixar as crianças participarem da preparação dos pratos estimula bons hábitos

Convide os pequenos a conhecer o processo da cozinha em casa

Dificilmente a criança não come o que ela própria preparou
Dificilmente a criança não come o que ela própria preparou Foto: Stock Photos

Convencer as crianças a comer bem não é tarefa fácil. A oferta de guloseimas nada saudáveis, mas deliciosas e sempre com ótima aparência, parece infindável. Os alimentos mais nutritivos parecem não agradar tão facilmente. A falta de tempo dos pais dificulta a tarefa de acompanhar cada refeição com a atenção e a paciência necessárias. É possível, no entanto, com estratégias simples que envolvem a arte culinária, educar as crianças para que elas passem a apreciar receitas variadas e nutritivas.

Uma boa abordagem é aproveitar a curiosidade natural da infância para despertar o interesse por alimentos saudáveis. Deixar a criança participar das compras e da hora de fazer a comida permite que ela conheça os alimentos e se habitue a priorizar as refeições no dia a dia. E as receitas que pais e filhos preparam juntos podem ser cheias de alimentos saudáveis. A pizza, por exemplo, pode ser feita no pão sírio e levar verduras.

A estratégia costuma dar bons resultados.

? Dificilmente, a criança não come aquilo que ela mesma preparou ? explica a nutricionista Raquel Adjafre.

Por isso, o estímulo certo para que os pequenos comam mais verduras e legumes pode estar em uma horta caseira. Ao manter uma em casa, os pais podem convidar os filhos a participar. É importante que eles tenham contato com a comida antes do preparo, aprendam a escolher frutas e verduras, peguem, cheirem, experimentem.

Pensando em ajudar os pais, a nutricionista Roseli Rossi lançou o livro Saúde e sabor com equilíbrio, que traz dicas de educação alimentar além de 100 receitas saudáveis e simples de fazer, pensadas para conquistar o paladar infantil. Entre as sugestões, a autora orienta os pais a investirem no visual dos pratos e conseguirem diversificar o cardápio (veja quadro). Outra boa estratégia, segundo Raquel Adjafre, é buscar inserir elementos que tornem as refeições mais divertidas.

A vitamina de abacate, por exemplo, vira o suco do Shrek. Já o suco de beterraba, das princesas. É preciso, no entanto, lembrar-se de manter certo equilíbrio para diferenciar a hora da alimentação do momento de brincadeira.

Educar corretamente as crianças sobre alimentação saudável é essencial para a saúde durante a infância. Uma má alimentação nos primeiros anos de vida pode levar a problemas crônicos de alergia, a um sistema imunológico fraco e prejudicar o desenvolvimento físico e mental.

? Outra questão primordial é que os hábitos alimentares do início da vida influenciarão a vida adulta ? destaca a nutricionista Roseli Rossi.

Assim, uma criança que aprendeu a comer bem desde cedo dificilmente terá problemas em manter hábitos saudáveis para o resto da vida. Infelizmente o contrário também é verdade. Muitos adultos que sofrem para adequar a alimentação passaram pela infância comendo mal.

? É preocupante o número de jovens e crianças obesos, com colesterol alto e hipertensão. São condições sérias que podem se agravar com o tempo e normalmente atingiam pessoas mais velhas ? alerta Roseli.

Além da escolha de alimentos naturais e diversificados, especialmente frutas e verduras, a nutricionista lembra a importância de manter uma rotina nas refeições, com horário certo para cada uma delas.

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