Descobertas científicas podem resultar na criação da “pílula do amor”

Médico cogita remédio para acelerar ou interromper relações amorosas

Medicamento poderia ser usado em terapia de casais
Medicamento poderia ser usado em terapia de casais

Por que algumas pessoas só querem encontros casuais e outras se apaixonam rapidamente? O nome do cupido que atua com mais intensidade sobre as mulheres é oxitocina. São hormônios produzidos naturalmente pelo nosso corpo, mas que reagem de maneira diferente em cada pessoa.

Em reportagem apresentada neste domingo no Fantástico, pesquisas indicam que a capacidade de criar vínculos amorosos está relacionada à localização dos neurônios que recebe a oxitocina no cérebro. Se há uma concentração maior desses receptores na chamada “área de recompensa” (responsável pelo prazer e pelo vício), fica muito mais fácil se apaixonar.

A pesquisa comandada pelo doutor Larry Young, na Universidade de Emory (Georgia), acompanhou o comportamento de roedores e concluiu que as fêmeas que recebem injeções de oxitocina ficam muito mais apaixonadas. O especialista disse ainda que roedores que antes não estavam nem aí pros parceiros passaram a manter “relacionamentos duradouros” logo depois da injeção.

Young sugere ainda que em breve poderemos ter também a pílula do amor.

– É possível desenvolver drogas para acelerar o envolvimento com outras pessoas ou mesmo facilitar a procura por um amor – disse o cientista.

Uma das aplicações mais prováveis, segundo o doutor Young, seria em terapia de casais. No entanto, já que não há previsão para a criação do medicamento, o próprio especialista recomenda que os enamorados continuem apostando em flores e jantares.

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