Dez dicas que toda mãe precisa saber na hora de alimentar seu filho

Pesquisa do IBGE revela: as crianças brasileiras estão cada vez mais pesadas

Bebidas doces são responsáveis, entre outros motivos, pelo sobrepeso infantil
Bebidas doces são responsáveis, entre outros motivos, pelo sobrepeso infantil Foto: Stock Photos, Divulgação

É constante a preocupação dos pais com a alimentação dos filhos. E muitas vezes o “charme” das crianças ao pedir guloseimas e recusar alimentos saudáveis coloca por água abaixo o esforço dos pais em incentivar uma alimentação balanceada e nutritiva.

Dados do estudo de Antropometria e Estado Nutricional da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde, apontam que o excesso de peso foi diagnosticado em cerca de um terço dos meninos e meninas, excedendo assim, em mais de oito vezes a freqüência de déficit de peso.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, a pesquisa sobre aleitamento materno realizada em 2008 apontou que 71,7% das crianças entre 9 e 12 meses já consomem salgadinhos e biscoitos e 11,6% refrigerantes. Hábitos alimentares inadequados na infância podem resultar em obesidade e problemas de saúde no futuro.

? A alimentação saudável e educação alimentar devem começar na infância, como forma de prevenção de doenças ? alerta a coordenadora de Nutrição da Unilever, Gisele Pavin.

Para a nutricionista não é preciso proibir as guloseimas, mas é possível educar com bons exemplos.

? A dica é planejar as refeições e montar um cardápio equilibrado e atrativo para todos os dias da semana. Salgadinhos e guloseimas vão saciar o desejo da criança, mas não todas as suas necessidades nutricionais ? destaca Gisele.

Confira 10 dicas de alimentação sugeridas pela nutricionista para a saúde das crianças:

:: Até os 6 primeiros meses de vida o leite materno deve ser o único alimento da criança, após esse período o organismo vai precisar de alimentos complementares como frutas, legumes e verduras.

:: Abuse da criatividade na hora de preparar os pratos. Para a criança a aparência do prato é tão atrativa quanto o sabor. Adicione molhos com poucas calorias ? como os feitos com maionese ? para agregar sabor às verduras e legumes. As verduras verdes são fontes de vitamina A e C, potássio e ácido fólico, aliados contra a anemia, e o vegetal amarelo ricoem vitamina A é indispensável para o desenvolvimento celular e a proteção de pele e olhos.

:: As proteínas são ingredientes de peso na alimentação infantil, pois colaboram com o desenvolvimento dos músculos, pele, cabelo e ossos. Podem ser encontradas em carnes, leite e derivados e leguminosas como o feijão, lentilha e a soja.

:: Prefira sucos e bebidas à base de soja ao refrigerante, pois possuem como benefícios uma quantidade maior de vitaminas e minerais.

:: Atenção aos rótulos. É onde se encontram as informações nutricionais do alimento ? produtos com baixo teor de sódio, açúcar, gordura trans e gordura saturada que são ideais para manter a saúde da criança.

:: Os pais podem dar autonomia aos filhos para escolher o que comer, mas dentro das regras alimentares da casa.

:: Seja um bom exemplo! As crianças tendem a repetir o comportamento dos pais. Se a criança observa os pais se alimentando de forma equilibrada, não fará cara feia quando alimentos como legumes e verduras forem oferecidos a ela.

:: Não dê sobremesa como recompensa. É importante que a criança entenda que doces podem fazer parte de uma dieta equilibrada, e que há momentos certos para comê-los.

:: Tenha sempre em casa uma fruteira recheada! Dificilmente a criança pedirá frutas por vontade própria, mas isso pode tornar-se um hábito caso as tenha sempre a sua disposição.

:: Dê preferência aos alimentos fonte de gorduras boas, ômega-3 e ômega-6, presentes em óleos de origem vegetal e seus derivados, como maionese e creme vegetal, no cardápio do seu filho. Elas são gorduras essenciais, pois não conseguimos produzir e precisamos consumir através dos alimentos.

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