Dia da Luta pela Saúde da Mulher traz alerta para sintomas da menopausa

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030 mais de um bilhão de mulheres estará no climatério

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030 mais de um bilhão de mulheres estarão no climatério
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030 mais de um bilhão de mulheres estarão no climatério Foto: Alan Pedro

O número de mulheres é o maior das últimas quatro décadas segundo o IBGE:  elas representam 51,2% da população brasileira. E com o aumento da expectativa de vida, torna-se ainda mais importante prestar atenção à saúde feminina. O Dia Internacional da Luta pela Saúde da Mulher, que acontece amanhã, pode ser um bom momento para lembrar disso, principalmente entre as mulheres que estão chegando ou já estão na menopausa, o tema a ser discutido neste ano.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030 mais de um bilhão de mulheres estará no climatério, período de vida dos 40 aos 65 anos. No que se refere à queda dos níveis hormonais, a mulher por volta dos 45 anos precisa de cuidados extras com a saúde, sendo esta etapa marcada pelo fim do período reprodutivo feminino e início da fase da menopausa, quando ocorre o último ciclo menstrual e muitas mudanças no organismo e comportamento femininos.

Segundo a professora do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da USP, Angela Maggio da Fonseca, os hormônios são mensageiros que as glândulas mandam a atuação nas células, proporcionando saúde, equilíbrio, bem-estar e desacelerando o envelhecimento. Quando sua produção diminui (eles não desaparecem do corpo, mas o organismo passa a produzi-los em menor quantidade), proporcionalmente as mulheres começam a apresentar várias alterações no organismo. Surgem, então, os sintomas da menopausa: ondas de calor, suores noturnos, insônia, menor desejo sexual, irritabilidade, depressão, ressecamento vaginal, dor durante o ato sexual, diminuição da massa óssea, da atenção e memória.

Praticar esportes ou andar uma hora por dia, beber bastante água, ingerir substâncias que contenham magnésio, cálcio e vitamina C e não fumar são algumas das recomendações fundamentais para as pacientes neste período.

? Além dos cuidados com a qualidade de vida, 40% a 50% das mulheres brasileiras se encaixam no perfil de paciente que precisa de terapia hormonal (TH), que hoje é a mais indicada, pois é o único tratamento que demonstra eficácia no alívio dos sintomas, protege contra a perda de colágeno e atrofia da pele, conserva a massa óssea e reduz o risco de fraturas por osteoporose ? sustenta a médica.

Entre outras características, o que difere as terapias hormonais são os progestagênios, pois cada um traz um tipo de benefício. Entre as combinações hormonais disponíveis no mercado, aquela que contém a drospirenona demonstrou efeitos significativos na redução da pressão arterial das mulheres em diversos estudos, além do alívio dos sintomas da menopausa. Devido à sua propriedade antimineralocorticoide e antiandrogênica, a drospirenona evita a retenção de líquido e o aumento de peso.

Sinais de alerta

Na maioria dos casos, o diagnóstico da menopausa é considerado após 12 meses da última menstruação e baseado na observação de sintomas como diminuição da libido (desejo sexual), irritabilidade, diminuição da massa e da força muscular, aumento da gordura abdominal ou visceral, diminuição da densidade mineral óssea, alterações cognitivas e de humor e sonolência.

Ao observar esses sinais, o médico poderá solicitar exames laboratoriais para medir os níveis hormonais. Depois de fechado o diagnóstico, é preciso iniciar um tratamento para restabelecer os níveis de hormônio da paciente.

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