Em vez do tapinha, o bate-papo: psicólogo defende educação sem punição

Especialista recomenda técnicas educativas que previnam comportamentos inadequados

Começar um novo ano é um grande passo e, para isso, a família precisa se planejar com antecedência
Começar um novo ano é um grande passo e, para isso, a família precisa se planejar com antecedência Foto: Jefferson Botega

Para alguns especialistas, a boa educação das crianças não precisa de formas de punição. O psicólogo e professor da Universidade de Brasília (UnB) Áderson Luiz Costa Júnior afirma que punições e restrições não são necessárias e nem devem ocorrer. Ele acredita que, à medida que os pais deixam de castigar seus filhos, a relação se torna mais harmoniosa para os dois lados.

– O que deve acontecer são técnicas educativas que previnam a ocorrência de atitudes inadequadas de comportamento nos filhos – afirma.

Áderson explica que, para conseguir êxito na criação dos filhos, os pais devem ser “incondicionalmente afetivos e positivos”. Assim, há um aumento constante do grau de confiança que a criança deposita nos pais. Se ocorrerem dificuldades, os responsáveis devem, imediatamente, iniciar um processo de diálogo com elas, em vez de apelar para palmadas ou castigos.

Na verdade, não existe uma receita para garantir que o relacionamento na família seja sempre tranquilo e não violento. Porém, algumas sugestões podem ser seguidas:

Passos iniciais

1) Identifique o problema

– Descubra exatamente o que está incomodando. É importante não misturar o problema em questão com outras coisas que aconteceram no passado, por exemplo.

2) Ataque o que incomoda

– Fale claramente com as pessoas envolvidas no conflito sobre o que sentimos, sem usar de ironia ou acusações.

3) Escute mais

– Preste atenção no que as pessoas têm a dizer, inclusive as crianças, tentando entender outros pontos de vista.

4) Negocie

– Por meio de argumentos, busque uma solução que, de preferência, seja boa para ambos. É importante que os pais não se sintam na obrigação de serem perfeitos e darem conta de tudo. Em caso de dúvidas ou inseguranças, a busca por ajuda, conversa e conselho podem facilitar a tomada de decisões.

Fonte: Márcia Oliveira, coordenadora da campanha permanente Não Bata, Eduque

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