Empresas mudarão propaganda a crianças

Empresas deixarão de fazer publicidade diretamente para crianças e pré-adolescentes

Larissa e outras oito misses latinas se destacam entre as 84 candidatas a Miss Universo
Larissa e outras oito misses latinas se destacam entre as 84 candidatas a Miss Universo Foto: Richard D. Salyer, EFE

Uma parceria entre a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) e a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) ampliará as restrições à publicidade brasileira dirigida ao público infanto-juvenil. As duas entidades anunciarão hoje uma espécie de código de conduta com o apoio de 24 companhias, nacionais e estrangeiras. Entre elas estão fabricantes de refrigerantes e outras produtoras de comida.

O ponto central do acordo, cuja adesão foi voluntária, é que as empresas deixarão de fazer publicidade diretamente para crianças e pré-adolescentes. Os pais passarão a ser o público-alvo das companhias que atuam no setor de alimentos. Nada de usar nas campanhas publicitárias estratégias do tipo “este refrigerante é legal” caso o público final seja o infantil.

A decisão de compra passa a ficar mais nas mãos dos pais, apesar do conhecido poder de convencimento dos pequenos consumidores. A Abia usou uma série de estudos científicos para convencer os associados à entidade e a ABA da importância de criar restrições na hora de tentar vender alimentos e bebidas para as crianças.

Além de vetar a comunicação feita diretamente às crianças e pré-adolescentes, o anúncio desta terça-feira regulamenta uma outra prática que já vinha sendo adotada pelas multinacionais. Quando uma empresa fizer anúncio sobre alimentos para o público infantil, terá de destacar características nutricionais do produto.

O cuidado

– Países como Estados Unidos, Canadá e parte da União Europeia já têm regras com o objetivo de tirar o público infantil do foco das empresas de alimentos e das agências de publicidade

– Inspirados nas iniciativas estrangeiras, algumas multinacionais já adotavam no Brasil uma linha muito parecida de comunicação

– Uma delas, por exemplo, abandonou a divulgação da linha infantil de alimentos dentro das escolas. A empresa também deixou de fazer a degustação dos lançamentos nos supermercados, a não ser que crianças estejam acompanhadas dos pais

Leia mais
Comente

Hot no Donna