Entenda e saiba como evitar o câncer do colo do útero

Doença é a quarta causa de morte por câncer no Brasil

Sutiã é a peça de roupa que as mulheres mais usam durante a transa
Sutiã é a peça de roupa que as mulheres mais usam durante a transa Foto: Stock Photos, Divulgação

A causa primária de câncer do colo do útero é a infecção por um vírus de alto risco chamado HPV. É o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Estima-se que 8 em cada 10 mulheres se contaminam com o HPV em algum momento de suas vidas. Felizmente, na maioria dos casos, o vírus desaparece por si só antes de causar qualquer sintoma.

Por ano, faz 4.800 vítimas fatais e apresenta 18.430 novos casos, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) . Além disso, um estudo recente realizado com 1.159 homens no Brasil, no México e nos Estados Unidos e publicado na revista científica Lancet apurou que 50% dos homens pesquisados têm o HPV, porém, ainda não existe um teste aprovado para a detecção em homens. As complicações causadas pelo HPV em homens são raras, porém, eles podem transmitir o vírus para suas parceiras sexuais, o que poderia causar o câncer do colo do útero nelas.

Outra pesquisa, realizada pelo Ministério da Saúde com homens e mulheres em seis capitais brasileiras e publicado em 2008, indicou a presença do HPV em 41% das 3210 pessoas analisadas que procuraram o atendimento em clínicas especializadas no atendimento a doenças sexualmente transmissíveis. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o HPV atinge mais de 685 mil pessoas no país.

O que fazer para prevenir?

A orientação dos especialistas é utilizar preservativos durante as relações sexuais, para evitar a transmissão do vírus e fazer os exames com a frequência correta. Mas quando o HPV passa a agir, é necessário que o paciente seja submetido a tratamento específico. Entretanto, não há tratamento direto contra o vírus, mas sim para as doenças causadas por ele. Por isso, a alternativa mais indicada é a prevenção e o correto diagnóstico.

E como diagnosticar a doença?

De acordo com especialistas, o rastreamento de mulheres com mais de 30 anos deve ser feito em conjunto com o Papanicolaou e o teste de Captura Híbrida. Esse conjunto de procedimentos atinge uma sensibilidade perto de 100%. Realizado por meio da coleta das células localizadas na região do colo uterino, o teste de Captura Híbrida é capaz de detectar o DNA do vírus mesmo quando ele está inativo no corpo humano, ao contrário do Papanicolaou, que só aponta alterações quando a doença já está presente.

O exame tem sensibilidade para detecção de doença acima de 94%, o que significa o mais alto nível de sensibilidade disponível para auxiliar os médicos no controle da doença. Certificado pelo FDA (Food and Drug Administration) e pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o teste de Captura Híbrida é indolor e rápido.

Existem vários tipos do vírus HPV considerados de alto risco, porém, independente do tipo, a conduta no tratamento deve ser a mesma. E a prevenção, é claro, é imprescindível.

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