Entrevista: Stephen Jones, o mestre dos chapéus

Um dos maiores nomes da moda fala sobre suas clientes especiais

Criação do chapeleiro com mais de 30 anos de carreira
Criação do chapeleiro com mais de 30 anos de carreira Foto: Divulgação

Uma lenda viva, que marcou a história da moda contemporânea, concede entrevista exclusiva ao Donna. Stephen Jones é um dos maiores nomes da moda, reconhecido mundialmente por seus chapéus. Assina a cabeça dos desfiles mais importantes como Dior, Vivienne Westwood e John Galliano, seus trabalhos fazem parte das imagens de moda mais marcantes do último século. Seu trabalho apareceu durante a década de 1970.

Aos poucos, suas criações conquistaram a realeza britânica e, logo, ele tinha a princesa Diana entre suas clientes mais especiais. Atualmente, a cartela de clientes conta com nomes como Marilyn Manson, Pink, Gwen Stefani, Beyoncé Knowles. Suas peças viraram até obra de museu. Algumas peças do chapeleiro estão expostas em lugares como Victoria & Albert Museum (Londres), Louvre (Paris), The Fashion Institute of Technology e o Brooklyn Museum (ambos de New York), Kyoto Costume Institute e o Australian National Gallery (Austrália). Mas as conquistas de Jones não param. Ele nos contou o que tem de novidade por aí.

Pergunta — O que você poderia contar para os brasileiros sobre a sua carreira?
Stephen Jones –
Sou um chapeleiro com mais de 30 anos de carreira. Ao longo desse tempo, tenho trabalhado com pessoas queridas como Jean Paul Gaultier e Marc Jacobs. Amo o Brasil e tenho uma forte relação com o seu país através do meu trabalho com os estilistas Daniella Issa e Bruno Basso, da marca Basso & Broke (ambos brasileiros, que moram em Londres e desfilam na London Fashion Week). A mais recente parceria com Bruno Basso foi para o figurino de uma popstar brasileira, em seu show no Madison Square Garden, em NY.

Pergunta — Você está falando de Ivete Sangalo? Como aconteceu esse trabalho?
Jones –
Isso mesmo. Aconteceu porque Basso & Broke fizeram o figurino dela para o show do Madson Square Gardem e eu assinei o chapéu. Então foi uma loucura, tive que ir para Salvador correndo, fiquei no Brasil apenas um dia. Quero ter oportunidade de voltar e conhecer melhor, mas eu e Ivete nos demos muito bem. Ela é muito profissional e tem uma voz única, fantástica.

Pergunta — Qual é a inspiração para as suas criações? O que faz você ficar apaixonado pela moda?
Jones –
A vida me inspira. Costumo dizer que meus chapéus são bastante gráficos e todos os dias vejo inspirações em vários lugares, pode ser um prédio diferente, pode ser um filme lindo ou até mesmo um jantar agradável. Eu transformo essas informações em chapéus.

Pergunta — E agora, depois de uma carreira consolidada, com uma grife estabelecida, o que ainda falta realizar?
Jones –
Estou finalizando a coleção da Dior, para a Fashion Week de Paris, estou produzindo uma exposição de chapéus em NY, sou curador do evento que acontecerá em setembro e agora vou assinar um fragrância para Comme des Garçons, que será lançada em breve.

Leia mais
Comente

Hot no Donna