“Erradicação da pobreza tem que ser focada na mulher”, diz Dilma em programa de televisão

Dilma Rousseff participou do programa Mais Você, da Rede Globo

Presidente preparou um omelete de queijo no programa de Ana Maria Braga
Presidente preparou um omelete de queijo no programa de Ana Maria Braga Foto: Renato Rocha Miranda

A presidente Dilma Rousseff participou do programa Mais Você, da Rede Globo, na manhã desta terça-feira. Ela aceitou o convite da apresentadora Ana Maria Braga para abrir as comemorações da Semana da Mulher na emissora carioca. E inclusive preparou um omelete de queijo na cozinha do programa.

A senadora Marina Silva, do Partido Verde, foi convidada para fazer uma pergunta para a presidente. Ela lembrou que no país 20 milhões de lares são chefiados por mulheres e que o número de famílias abaixo da linha de pobreza tem diminuído gradativamente. No entanto, as famílias que tem mulheres no comando têm mais dificuldade em ultrapassar essa barreira. Marina indagou, então, sobre o que a presidente está planejando para mudar essa realidade.

? Eu tenho a certeza de que a política de erradicação da pobreza tem que ser focada na mulher e na criança. Porque a mãe cuida, protege sua família ? respondeu Dilma.

Por este motivo as mulheres são as responsáveis por receberem o benefício do Bolsa Família. No programa Minha Casa Minha Vida, elas também serão privilegiadas.

? A mulher terá a titularidade do imóvel para proteger o lar e os filhos ? completou.

Além disso, ela destacou que o maior número de pequenos empreendedores é composto por mulheres.

? Queremos formalizar o pequeno negócio. Para isso, vamos investir na isenção tributária. Precisamos dar sustentabilidade a esse negócio ? destacou.

A presidente destacou ainda que a equipe econômica do governo está focada para garantir que “a economia continue crescendo sem que a inflação volte”.

? A dona de casa pode ficar tranquila pois o poder de compra continuará crescendo. Aprovamos uma política de reajuste salarial que prevê, anualmente, um incremento do salário com a integralidade do índice de crescimento da inflação mais o índice de crescimento do PIB ? ponderou.

Antes disso, na chegada ao local, Dilma conheceu o estúdios e falou da sua relação com o Palácio da Alvorada.

? Tenho me esforçando para me acostumar, já que palácios não são muito aconchegantes ? disse a presidente ressaltando a beleza do trabalho do arquiteto Oscar Niemeyer, que foi o responsável pela construção do Palácio.

No início do bate-papo, foi apresentado uma matéria especial sobre a infância da presidente em Minas Gerais e sobre a época em que ela morou em Porto Alegre. Entre os depoimentos apresentados estão o do ex-marido de Dilma, Carlos Araújo, e o da sua estilista Luisa Stadtlander, responsável por criar os trajes da presidente. Depois de mensagens de ouvir os depoimentos sobre sua intimidade a presidente foi indagada por Ana Maria a respeito de sua fama de “durona”.

? É esperado da mulher que ela seja frágil ? afirmou Dilma destacando que há uma discrepância das atitudes que se espera de homens e mulheres e que vê sua eleição como uma “quebra de paradigma” que mostra que as mulheres brasileiras podem almejar postos mais altos.

A mandatária falou ainda sobre a sua predileção pelo termo “presidenta”, ao invés do usual presidente.

? Quero enfatizar o fato de que sou a primeira mulher presidenta do Brasil. Quero enfatizar o “a” porque ele é um signo do feminino. Acho que cheguei a presidenta porque uma porção de mulheres foi trabalhar, estudar, enfim. Esse conjunto de mulheres começou a construir um Brasil melhor e eu devo isto a elas ? comentou.

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