Escolas podem receber máquinas que distribuem camisinhas

Projeto do Ministério da Saúde prevê distribuição de preservativo entre estudantes para evitar aids

Fernanda acha que se tivesse mais informação, não engravidaria
Fernanda acha que se tivesse mais informação, não engravidaria Foto: Renato Bairros

Máquina de refrigerante, de salgadinhos, de camisinhas. Camisinhas? Isso mesmo: um projeto do Ministério da Saúde (MS) propõe que escolas ofereçam a proteção para seus alunos. A preocupação faz sentido: hoje cerca de 630 mil pessoas vivem com HIV.

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A ideia surgiu após uma pesquisa do Ministério em parceria com a Unicef. Ela revelou que jovens entre 13 e 19 anos têm vida sexual ativa. O mesmo estudo apontou que a gurizada tem dificuldades de acesso aos preservativos. Para acabar com isso, o Programa Nacional de DST/ AIDS pretende instalar máquinas de camisinhas em escolas.

– No primeiro momento, seis escolas, de três cidades brasileiras, participam do projeto piloto. Elas serão avaliadas e servirão de base para a implementação das máquinas em outras escolas do país. As interessadas em aderir ao programa passarão pelo mesmo crivo. Porto Alegre, que não faz parte do piloto, pode aderir ao projeto em breve. A previsão é de que até o final de 2010, 50 escolas, pelo menos, uma de cada Estado, recebam as máquinas – explica Ellen Zita, assessora técnica do Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais do MS.

Será que a galera está preparada?

Falar sobre sexo ainda é um tabu para muitas famílias, embora a realidade mostre que os jovens começam cada vez mais cedo sua vida sexual. Para a psicóloga Márcia Tomasi, esse é um projeto importante, mas que não deveria ser aplicado antes de ser feito um trabalho com pais e professores:

– Eles precisam ter cabeça aberta para esse tipo de assunto. Os jovens conversam muito entre si sobre sexo, mas, na maioria das vezes, o assunto é barrado em casa, e até na escola – diz.

A Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul (SEC) realiza em escolas públicas trabalhos voltados ao tema. Assuntos como DST e gravidez na adolescência são levados para serem debatidos em aula.

– A proposta do Ministério agrega ao que já desenvolvemos. Mas as escolas devem estar preparadas para abordar o assunto. A família deve se aproximar da escola e vice versa – explica Marta Tellechea Madeira da Veiga, psicóloga e Coordenadora da Divisão de Saúde Escolar da SEC.

 

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