Esmaltes são promovidos de simples acabamentos a objetos de desejo

Mais e melhores: assim são os produtos para unhas hoje em dia

Mulheres se encantam com o arsenal de cores
Mulheres se encantam com o arsenal de cores Foto: Susi Padilha

Analise bem um frasco de esmalte. Um olhar mais leigo poderá dizer que se trata apenas de um cosmético para colorir as unhas. Mas, atualmente, a definição é simplista demais. Nos últimos dois anos, o produto ganhou status de luxo, virou conceito de moda e sinônimo de fashion. Se antes pintar as unhas era apenas uma prática de cuidado pessoal somada a uma dose de vaidade, agora, colori-las traduz comportamentos e estilos.

O cosmético tornou-se uma verdadeira febre. Há quem tenha um acervo próprio abastecido com mais de 500 unidades. São mulheres antenadas aos lançamentos internacionais de esmaltes, que correm atrás de seu exemplar como se fosse uma verdadeira joia. Para a alegria delas, as marcas nacionais também ampliaram as ofertas. Lançam mais de uma coleção por ano com uma enorme variedade de cores.

Os esmaltes já não colorem as unhas apenas. Estão incrementados com tecnologias. Agora também criam efeitos e demonstram personalidade. A moda passou a assinar o cosmético e as mulheres começaram a enxergá-lo como verdadeiro objeto de desejo. Há quem não saia de casa sem um tom nas mãos ou nos pés. Há quem acredite verdadeiramente que ele deve ser o centro das atenções na produção. O esmalte virou acessório de uma vez por todas.

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Evolução histórica

>> Desde que a americana Revlon lançou, na década de 1930, o esmalte Love that red, exatamente da mesma cor de um batom da marca, o produto passou a ser visto como item de perfumaria, indispensável para mulheres vaidosas e chiques. Logo eles começaram a colorir as unhas das estrelas de cinema, virando um símbolo de sensualidade.

>> Os esmaltes da Revlon só chegaram ao Brasil nos anos 1980. Por aqui, a pioneira foi a Risqué. A marca nacional lança tendências há 75 anos. Nos primórdios, a oferta de cores era bastante limitada ? variava entre os vermelhos, os rosas e os tons bem clarinhos. As mulheres usavam o verniz com parcimônia, pois havia o receio de que fossem consideradas “vulgares”. Era melhor não arriscar.

>> O cenário atual é bem diferente. Elas querem variar os tons e a Risqué atendeu ao pedido. A empresa disponibiliza hoje 146 cores de esmaltes, com lançamentos renovados duas vezes ao ano, além das edições especiais.

O esmalte da moda

Com blogs especializados surgindo a todo instante, as novidades se espalharam rapidinho. A mulherada quer a cor da moda nas unhas. No Brasil, os produtos importados demoravam a chegar e elas faziam misturinhas para se aproximar das cores da Chanel. Diante do cenário, as marcas brasileiras começaram a se mobilizar. Era preciso pensar a tonalidade do esmalte como tendência de moda e estilo, com cores da estação e trocas de coleção.

Estilistas brasileiros foram convidados a assinar coleções de esmaltes. A primeira foi a Risqué, que levou ao mercado as linhas desenvolvidas pelo estilista Reinaldo Lourenço. A parceria dura desde 2005. Em breve, chega às lojas a mais nova coleção assinada por ele.

Mais recentemente, a Big Universo fechou acordo com a estilista Nica Kessler. As marcas estiveram juntas nas duas últimas edições da Fashion Rio, a segunda maior semana de moda do Brasil. Para a próxima estação, apresentaram a linha Sweet Flavour, inspirada no filme Mary Poppins. O resultado foi uma paleta de caramelo, verde-claro, vinho e cinza.

Outra marca que associou o glamour ao produto foi a Dote. Por duas vezes consecutivas, lançou na São Paulo Fashion Week (SPFW) uma coleção de cores assinadas pelos irreverentes estilistas Dudu Bertholini e Rita Comparato, responsáveis pela Neon. As peças deles são conhecidas pelas estamparias de cores chamativas. O desafio era combiná-las e transformá-las em esmaltes.

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