Especialistas estimam que mais de 90% das pessoas sofrem de dor de cabeça em algum momento da vida

Terapias das mais variadas são capazes de prevenir e tratar as crises

A sugestão é servir a picanha com batatas
A sugestão é servir a picanha com batatas Foto: Emílio Pedroso

Quem tem enxaqueca sabe: nas crises, a vontade é de parar o mundo até que cesse o tormento. Tem gente que não consegue trabalhar, estudar, comer ou caminhar. Qualquer ação que fuja da clausura inviolável é insuportável. Essa sensação é comum a 15% dos brasileiros.

A discussão sobre a possibilidade de cura para uma dor tão perturbadora é frequente entre especialistas ? este foi um dos temas do 24° Congresso Brasileiro de Cefaleia, que ocorreu entre 7 e 9 de outubro, em Gramado.

Terapias das mais variadas são capazes de prevenir e tratar as crises. Falar em se ver livre delas para sempre, entretanto, ainda é arriscado. Enquanto se pesquisa a fórmula para o alívio definitivo do mal que acompanha as civilizações há mais de 7 mil anos, uma boa atitude é começar a conhecer o próprio corpo e aprender a lidar com a enxaqueca. Não esperar a dor se intensificar para usar o medicamento correto, seguir à risca as prescrições médicas e evitar alimentos ou atitudes desencadeadores dos sintomas são condutas positivas na busca pelo bem-estar.

Tratamentos bastante avançados são experimentados nos Estados Unidos, na Bélgica, na Itália e na Inglaterra. Para casos muito graves que não respondem às técnicas convencionais, implantam-se eletrodos no couro cabeludo ou no cérebro para acabar com a dor. De acordo com o neurologista Fernando Kowacs, a alternativa, que ainda não chegou ao Brasil, poderia beneficiar até 5% dos pacientes.

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