Especulações sobre vestido de Kate Middleton movimentam até casas de aposta

A três meses da união de William e Kate, o casamento real gera muito burburinho

Kate Middleton e William, após o anúncio das bodas: cerimônia deve ocorrer na Abadia de Westminster, na segunda semana de agosto
Kate Middleton e William, após o anúncio das bodas: cerimônia deve ocorrer na Abadia de Westminster, na segunda semana de agosto Foto: AFP

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Bastou o príncipe herdeiro da coroa britânica, William Arthur Philip Louis, e a noiva, a estudante universitária Kate Middleton, anunciarem o casamento para mulheres do mundo inteiro tirarem os pés do chão. O rebuliço é de se compreender. Afinal, há 30 anos, desde o casamento frustrado de Charles e Diana, o mundo não suspirava com uma história de amor da monarquia mais importante do mundo. Entre as especulações mais constantes, a sobre quem será o designer eleito para vestir a noiva no dia em que entrar oficialmente para a família real tem mexido, inclusive, com as casas de apostas.

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Uma das primeiras a indicar o seu favorito foi a irlandesa Paddy Power, que horas depois do anúncio do noivado adiantou-se em afirmar que, a despeito das badaladas britânicas Amanda Wakeley e Vivienne Westwood, a brasileira Daniella Halayel, responsável pela Issa, estava à frente na preferência da noiva ? talvez pelo fato de ela ter escolhido um vestido assinado por Daniela no dia do anúncio do noivado. O modelo azul com decote discreto, aliás, esgotou em menos de 24 horas nas lojas, mesmo custando o equivalente a R$ 1.100. A pouco mais de três meses da cerimônia na Abadia de Westminster, no entanto, as dúvidas são ainda maiores do que as certezas.

Especular, no entanto, é permitido. E os especialistas apostam que, menos importante do que quem vai desenhar o vestido, é o que o tal escolhido desenhará. Afinal, sua criação ficará para sempre registrada num dos momentos históricos para o Reino Unido. Sendo assim, as apostas têm sido mais para um vestido tradicional do que para vanguardista ? a despeito do próprio estilo de Kate, que, em poucos dias, foi alçada de anônima a ícone fashion.

? Existe na monarquia britânica e na igreja anglicana uma certa tradição que preza pelo recato ? analisa Marco Antônio Vieira, coordenador do curso de design de moda do Iesb e especialista em cultura britânica. ? Sendo assim, por uma questão até de mídia, o desenho precisa flertar com o contemporâneo, mas nada nele causará espanto.

Andreia Miron, consultora de estilo e professora de moda da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, compartilha opinião parecida. Para ela, é necessário que o desenho seja mais importante que o próprio designer. Ou seja, o nome por trás da criação não pode chamar mais a atenção do que o vestido.

? Podemos descartar grandes nomes das passarelas.

Se a intuição de Andreia estiver certa, estilistas e maisons que soltaram croquis de sugestões para a noiva, como Dior, Valentino, Vera Wang, Lacroix e Karl Lagerfeld, estariam fora de jogo.

Há algumas semanas a blogueira e editora de moda britânica Sasha Wilkins, que assina o Liberty London Girl, publicou um artigo em que chamou de “bizarros” os nomes que até então vinham sendo cotados pela imprensa e pelas casas de apostas. Ela acredita que, provavelmente, o escolhido será alguém que vem desenhando dentro do Reino Unido. Portanto, segundo suas expectativas, não veremos Kate em um Chanel, Armani ou um Vera Wang. Para a brasileira da Issa, a blogueira também vê poucas esperanças.

? Aquela Issa sexy e despojada dificilmente será uma boa escolha para uma cerimônia de casamento tão formal, apesar de suas belíssimas criações ? sugeriu no artigo.

Sasha riscaria também de cara nomes de designers que também podem ser confundidos com celebridades, como Vivienne Westwood, Victoria Beckham e Stella McCartney.

? Uma casa de noivas experiente saberia exatamente o que uma cerimônia tão formal requer.

E isso, Sasha frisa, inclui pensar até mesmo que ela será fotografada de todos os ângulos imagináveis (inclusive de cima, o que eliminaria decotes um pouco mais atrevidos) e que a Abadia onde Kate dirá o sim em 29 de abril tem linhas suntuosas, o que implica que o vestido deve ser imponente o bastante para não perder o brilho diante da arquitetura do local.

? Entre os nomes prováveis, Jasper Conrad tem vestidos de noiva lindíssimos. No mais, eu adoraria ver como ela ficaria num (Alexander) McQueen. Mas desconfio que nossa futura rainha seja um pouco tímida demais em relação à moda para isso.

A bordo da carruagem
O designer com a missão de vestir a futura rainha terá uma série de detalhes para dar conta. Como a cerimônia será durante o dia, o ideal seria que o vestido não fosse completamente branco.

? O branco absoluto satura na claridade e não sai bem nas fotos, perde os detalhes. Principalmente porque eles devem escolher um tecido nobre, como um tafetá ? sublinha Marco Antônio.

A cerimônia inclui um passeio de carruagem. O vestido, portanto, não pode ser desconfortável ao sentar-se nem tão volumoso que pareça desengonçado.

O designer terá ainda o desafio de unir todos esses pontos num desenho moderno e elegante, que possa ser considerado atual daqui a alguns bons anos. A observação é da consultora de moda e estilo e membro da Association Image Consultants International Maria Thereza Laudares. Ainda hoje, por exemplo, o vestido de casamento de Diana é lembrado, embora esteja datado.

? O modelo era bem bolo de noiva, uma coisa mais romântica, mas que já saiu de moda. Eu apostaria numa coisa mais limpa, sem tanta roda nem babados ? frisa. ? O requinte que a situação pede não precisa estar na forma do vestido. Muitas vezes, os bordados delicados em pedras, o sapato, o tecido ou uma aplicação dizem muito mais sobre a sofisticação e o papel que a princesa assumirá do dia do casamento em diante do que outra coisa ? complementa Andreia Miron.

Outro detalhe lembrado por Maria Thereza é o peso do vestido. Como a cerimônia é demorada, é importante que ele seja leve para que Kate não se canse e para que ele não saia do lugar e pareça desajustado nas fotografias.

Noivas inesquecíveis

Grace Kelly
Grace Kelly e o príncipe Rainier de Mônaco casaram-se em 1956, um ano após se conhecerem num Festival de Cannes. O vestido, ainda hoje muito lembrado, foi desenhado por Helen Rose, figurinista que já havia trabalhado com Grace durante a carreira de atriz. A peça era de tafetá de seda e tule e decorada com rosas de renda Valenciennes. O véu tinha apliques de renda em forma de pombinhos e sementes feitas em pérola.

Lady Di
Diana e o príncipe Charles casaram-se em 29 de julho de 1981. Cerca de 1 bilhão de espectadores assistiram ao casamento pela televisão, ao vivo. O vestido, criação da dupla britânica Elizabeth e David Emanuel, era em tafetá de seda e bordado à mão com cerca de 10 mil pérolas. Mangas longas e bufantes, símbolo da década em que foi realizada a cerimônia, e decote discreto marcaram o desenho. A cauda tinha 7,5m de comprimento.

Lady Sarah Chatto
A neta caçula da Rainha Elizabeth é 15ª na linha de sucessão ao trono britânico. Sarah casou-se com o ator britânico Daniel Chatto em 1994 vestindo uma criação do estilista Jasper Conrad, um dos apontados pela imprensa como favorito para desenhar o vestido de Kate. O modelo era simples, mas elegante, com mangas longas e decote reto. A tiara, floral com diamantes, foi um presente de casamento do pai de Sarah para a mãe, a princesa Margaret.

Letizia de Astúrias
A jornalista Letizia Ortiz casou-se em maio de 2004 com Filipe de Bourbon, príncipe sucessor da coroa espanhola. A cerimônia, na Catedral de Santa María la Real de la Almudena, em Madri, contou com mais de 1,5 mil convidados. O vestido foi desenhado pelo estilista espanhol Manuel Petergaz e tinha bordados em fios de prata e ouro. A tiara foi a mesma usada pela rainha Sofia no seu casamento. 

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