Esqueça as calorias

Mulheres têm mais benefícios com atividade física e devem priorizar o bem-estar

Foto: Diego Vara

Caminhadas, corridas, natação, tênis, musculação, pilates, ioga ou hidroginástica: não importa qual atividade física a mulher escolha, todas valem a pena. E mais: um recente estudo mostrou que os exercícios podem ter um impacto mais positivo nas mulheres. As atividades têm, por exemplo, a capacidade de diminuir mais o nível de LDL (colesterol ruim) entre elas – em relação ao resultado obtido pelos homens. Se os resultados são melhores, por outro lado, dar o primeiro passo ou mesmo continuar no caminho para uma vida saudável é mais difícil para o sexo feminino. O segredo, de acordo com os cientistas, é esquecer quantas calorias se vai perder e pensar mais na saúde e no bem-estar.

Durante nove anos, uma equipe da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, fez um estudo com 9 mil voluntários, completamente sedentários e de meia-idade, de 45 a 64 anos. O resultado foi surpreendente. As mulheres conseguiram baixar consideravelmente os níveis de LDL, e melhoraram o quadro geral de saúde. Para os homens, contudo, a atividade física não fez diferença nos exames.

– Acreditamos que as mulheres tiveram um resultado melhor do que os homens por causa de uma questão hormonal – disse Keri Monda, do Departamento de Epidemiologia.

Para cada 60 minutos de exercício moderado e cada 30 minutos de atividade intensiva por semana, o resultado foi uma redução de 3,97mg/dL em mulheres brancas, e 10,55mg/dL em mulheres negras. A perda foi ainda maior para mulheres que já tinham passado pela menopausa: 5,91mg/dL L (brancas) e 14,68 mg/dL (negras).

A lição é antiga: exercício faz bem para a saúde física e mental. Segundo Michelle Segar, pesquisadora da Universidade de Michigan, contudo, é mais difícil começar e fazer exercícios físicos durante toda a vida do que para os homens. E os dois principais motivos femininos para não se exercitarem é “falta de tempo” e “falta de motivação”. As mulheres têm dificuldade de priorizar o seu próprio bem-estar porque têm a cultura e sofrem a pressão de cuidar sempre dos outros primeiro.

– É difícil ter tempo para fazer exercícios se você não se sente confortável em arrumar tempo para se cuidar. A falta de motivação é por causa do jeito que as mulheres enxergam a atividade física. Como apenas uma forma de perder peso, e não para se sentir bem – esclarece Michelle.

Hora de começar

> Tome uma decisão consciente: você quer começar a ter os benefícios que a atividade física traz, como melhora do humor, redução do estresse, mais energia e qualidade do sono.

> Analise o que você quer de uma atividade física e tome uma atitude: quer se livrar do estresse? Faça atividades ao ar livre. Quer melhorar sua vida social? Matricule-se na academia ou chame algum amigo ou membro da sua família para caminhar.

> Planeje o seu dia. O exercício tem que fazer parte dele. Permita-se deixar um compromisso de lado para ir à academia.

> Avalie se a atividade física que você escolheu lhe proporciona a experiência que você queria ter. Se não foi positivo, tente um novo tipo de atividade física, um professor diferente, uma outra hora do dia, mas não desista.

> Sua saúde e seu bem-estar devem ser sua prioridade. Lembre-se de que, por você, vale a pena gastar seu tempo.

Faça a sua escolha

> Escolha uma atividade física e faça meia hora de exercícios intensos ou uma hora de exercícios moderados.

> Exercícios moderados: caminhada, musculação, dança de salão e hidroginástica.

> Exercícios intensos: corrida, judô, natação e ciclismo

Como era a sua infância?

A primeira dica para mudar é esquecer o sofrimento e procurar uma atividade física prazerosa.

– Lembre daquela atividade que você gostava de fazer quando criança. Tente não exagerar na dose e fazer com que o exercício se torne um fardo. Ele tem de fazer parte da sua vida, sem estresse – aconselha a pesquisadora Michelle Segar.

Para quem tem mais de 30 anos, a atividade é essencial. Quanto antes a mulher mudar de atitude em relação ao exercício, melhor, mas nunca é tarde para começar.

– Depois dos 25 anos, é importante levar seu corpo a sério. Caso contrário, a perda de funcionabilidade e fraturas são possibilidades reais no futuro – indica Michelle.

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