Estudo aponta que leite materno pode ajudar a formar jovens mais inteligentes

Estudo analisou cerca de mil crianças até os 10 anos de idade

Geisy exibe um dos vestidos rosas de sua coleção
Geisy exibe um dos vestidos rosas de sua coleção Foto: Divulgação

O simples ato de amamentar os filhos pode torná-los mais inteligentes. A descoberta pode ser mais um motivo para que as mães não deixem de alimentar os filhos com leite materno. Segundo pesquisa da Universidade do Oeste da Austrália, as crianças que foram amamentadas por no mínimo 6 meses tiveram melhores resultados em testes de leitura, matemática e grafia comparadas com crianças que mamaram por períodos mais curtos.

A curiosidade é que a incidência foi maior entre os meninos. O estudo analisou cerca de mil crianças, desde a 18ª semana de gestação até os 10 anos de idade.

? Os meninos se saíram ainda melhor do que as meninas nas provas porque, de acordo com o pesquisador, o leite compensa alguns hormônios femininos que ajudam a proteger o cérebro de meninas ? diz o coordenador da pesquisa Wendy Oddy, cientista do Instituto de Pesquisa de Saúde Infantil da Universidade.

De acordo com os pesquisadores, outra possível causa para só os garotos apresentarem esse índice é que a amamentação tem um efeito positivo nas relações entre mãe e filho, facilitando a interação e, de forma indireta, o desenvolvimento cognitivo. Como os meninos dependeriam mais da atenção materna do que as meninas, os efeitos positivos dessa interação seriam mais evidentes neles.

Para a médica e tutora do Portal Educação, Carolina Cysne, o resultado é mais um ponto positivo para o aleitamento materno.

? Amamentar é um ato simples, que as mães acabam ignorando por uma questão estética, mas que deve ser muito bem analisada, já que pode trazer benefícios futuros aos filhos ? salienta.

A amamentação, além de fornecer o emagrecimento mais rápido para a mãe, promove o desenvolvimento cognitivo, atribuída aos nutrientes presentes no leite materno. Um deles são os ácidos graxos poli-insaturados, que contribuem no crescimento de membranas celulares do cérebro e de neurônios.

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