Estudo revela que carne vermelha pode provocar câncer de bexiga

Participantes de pesquisa que desenvolveram o problema foram acompanhados por oito anos

Gisele com Benjamin e o marido, Tom Brady, no casamento da irmã em Barra do Ribeiro (março/2010)
Gisele com Benjamin e o marido, Tom Brady, no casamento da irmã em Barra do Ribeiro (março/2010) Foto: Andrea Graiz/Especial

A carne vermelha, vinculada ao risco de acidentes cardiovasculares e alguns tipos de câncer como o de pâncreas, está novamente no centro de uma polêmica, pois agora é suspeita de causar câncer de bexiga, segundo um estudo divulgado nos Estados Unidos pela revista Cancer.

No entanto, para todos aqueles que não resistem à tentação de comer um hambúrguer com queijo e bacon, uma boa notícia: os cientistas não encontraram qualquer associação entre o consumo de lombo, bacon, hambúrguer, salsicha e filé e o câncer.

Mas sim, “uma associação indireta real entre os frios de carne vermelha” e o câncer de bexiga, informaram os cientistas no estudo.

No processamento dos frios são adicionados nitratos e nitritos à carne para preservá-la e realçar sua cor e sabor.

? Os nitratos e nitritos são precursores de compostos N-nitrosos, que induzem à formação de tumores em muitos órgãos, inclusive na bexiga, em várias espécies animais ? diz o estudo.

Na pesquisa, os cientistas avaliaram o consumo de nitratos, nitritos e outros componentes encontrados na carne vermelha em 30.000 homens e mulheres de 50 a 71 anos, em oito estados norte-americanos, e sua relação com o câncer.

Os participantes do estudo foram acompanhados por até oito anos. Durante este tempo período, 854 foram diagnosticados com câncer de bexiga.

Os cientistas descobriram que as pessoas cujas dietas eram ricas em nitritos de qualquer tipo, não só na carne, e pessoas que consumiam muitos nitratos de carne processada, como os frios, tinham entre 28% e 29% mais chances de desenvolver câncer de bexiga do que aqueles que consumiram estes componentes em menores quantidades.

A pesquisa foi chefiada pela doutora Amanda Cross, do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.

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