Evite os sete problemas que mais afetam os veranistas e curta o melhor da estação

Virose, água-viva, bicho geográfico são alguns dos males que podem estragar um dia de praia

Pele é a parte do corpo que mais sofre com as queimaduras de sol, brotoejas e micoses
Pele é a parte do corpo que mais sofre com as queimaduras de sol, brotoejas e micoses Foto: Guto Kuerten

Verão é estação de aproveitar as férias, ou, pelo menos, o final de semana na praia. Mas nem tudo é curtição na época mais quente do ano. Basta o sol e o calor fazerem parte do dia a dia para os problemas começarem a aparecer. A pele é a parte do corpo que mais sofre com as queimaduras de sol, brotoejas e micoses. Estômago e intestino são afetados pelas viroses. Além disso, as pragas, como mosquitos e caramujos africanos, também aparecem com o calor e chuvas de fim de tarde.

As doenças passageiras e típicas da estação podem até assustar quem planeja passar a temporada na praia, mas cuidados simples podem fazer toda a diferença. Anote as dicas e diga adeus ao lado ruim do verão.

BICHO GEOGRÁFICO

? A doença é causada por larvas de parasitas intestinais de cães e gatos, geralmente encontradas na areia das praias. Em contato com a pele, as larvas são absorvidas.

? Para prevenir a contaminação, a dica é não andar descalço em locais públicos e evitar sentar na areia sem a proteção de uma toalha.

O que fazer?

O tratamento é feito com pomadas. Por isso, o médico deve ser consultado.

MICOSE

? Provocada por fungos, que podem ser adquiridos na piscina ou praia e, em contato com a pele, se alastram rapidamente.

? Os sintomas são lesões avermelhadas ou brancas, escamação e coceira.

? Para prevenir, não compartilhe toalhas de banho e evite ficar por muito tempo com roupas molhadas.

O que fazer?

Não há saída a não ser procurar um dermatologista. A automedicação não

ÁGUA-VIVA

? Aparecem com as ondas do mar e liberam uma toxina em contato com a pele.

? A sensação é a mesma de uma queimadura.

? A espécie perigosa é a medusa, em formato de guarda-chuva, e a caravela, parecida com balão de ar.

? Ao ver as espécies, não toque e se afaste.

O que fazer?

Jamais use água da torneira no local afetado. A água doce piora o efeito do veneno. O ideal é lavar com vinagre e aplicar compressas de pasta de vinagre com farinha de trigo ou mandioca. Em casos de náuseas e febre alta, leve a vítima ao hospital.

BROTOEJA

? Aparece geralmente nas crianças.

? São bolinhas de água acompanhadas de coceira, que surgem nas regiões das dobrinhas da pele. O pescoço é um exemplo. As principais causas são o calor e o suor excessivo.

? Para livrar os pequenos do incômodo, a dica é buscar locais frescos e arejados para acomodá-los.

O que fazer?

Ao perceber o aparecimento das bolinhas, é preciso evitar o sol. Também deixe de lado os banhos com água muito quente. Se a irritação na pele persistir, procure um dermatologista.

INSOLAÇÃO

? Entre os sintomas estão falta de ar, dor de cabeça, náuseas, tontura, pele quente, avermelhada e seca.

? Prevenir esse mal é muito simples: evite o sol entre 10h e 16h e use filtro solar constantemente. Os mais claros devem usar no mínimo fator 30.

O que fazer?

Beba muito líquido e não tome remédios por conta própria. Procure um médico para o tratamento correto.

VIROSE

? Causa principalmente vômito, diarreia e dores abdominais.

? Estão ligadas normalmente à ingestão de alimentos ou líquidos contaminados por vírus.

? Para evitar, lave as mãos antes de comer e depois de ir ao banheiro.

O que fazer?

O melhor é tomar muito líquido. A água de coco é recomendada. O soro caseiro também ajuda: dissolva duas colheres de chá de açúcar e uma colher de sal em um copo de água.

CARAMUJO AFRICANO

? Por conta da umidade, os caramujos aparecem em grande quantidade em terrenos baldios, muros e até em árvores frutíferas.

? O contato direto pode causar doenças como meningite e peritonite.

? Para evitar a invasão do molusco, a dica é manter os terrenos livres de lixo e com a capina em dia.

O que fazer?

Caso o caramujo apareça, retire-o com luvas ou sacos plásticos. Depois de recolhidos, eles devem ser enterrados em um buraco com cerca de quarenta centímetros de profundidade.

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