Falta de sorte ou boicote? Descubra aqui

Foto: Dulce Helfer, BD 17/4/2009

Veja com quais sentenças abaixo você se identifica e saiba a sua contribuição para o insucesso na vida amorosa. Quanto maior a identificação, maior a chance de autossabotagem:

( ) Percebo semelhanças dos problemas de meu relacionamento atual com outros vividos no passado.

( ) Tenho reações parecidas com as dos meus pais (ou de outra figura importante da infância) e me sinto mal por reagir assim diante dos problemas.

( ) Busco encontrar relações saudáveis e duradouras, mas, ao que parece, não há ninguém interessado em se relacionar de forma sincera comigo.

( ) Não reconheço a relação dos meus pais como a de um casal feliz, daqueles que se veem na televisão ou no cinema.

( ) Sempre que uma discussão termina em briga, prometo-me que nunca mais vou deixar aquilo acontecer novamente. Mas acabo cedendo e, tempos depois, vivencio o mesmo problema.

( ) Não consigo controlar a ansiedade diante de um novo compromisso e crio expectativas. Se a relação não vinga, bate uma grande frustração.

( ) Quando deparo com um casal aparentemente sem problemas, classifico aquela relação como algo utópico para a minha realidade. Algum dos dois deve estar sendo enganado.

( ) Já ouvi algumas reclamações do(a) companheiro(a) sobre comportamentos inadequados. Apesar de prometer ficar atento(a) para não repetir, não consigo controlar o impulso e repito o erro.

Para cada tipo, uma causa

A psicoterapeuta Marta Helena de Freitas diferencia as modalidades de autossabotagem em três grupos:

:: Pela repetição de padrão

Desenvolvida a partir de assimilações da infância, quando aprendemos sobre o modo “correto” de nos relacionar. Tentamos repetir inconscientemente os padrões aprendidos nessa fase, mesmo que saibamos que alguns deles não sejam o ideal. Exemplo: ser filha de um casal ciumento pode desenvolver esse atributo em si, pois se assimilou que as cenas de ciúme são demonstrações de afeto. A filha nem sempre se identifica com o elemento ciumento do casal, mas se relaciona com homens possessivos.

:: Por autocensura

Ocorre quando não queremos ultrapassar os limites impostos, consciente ou inconscientemente, pelos nossos pais. Criamos modelos, os quais invejamos, e tememos a inversão de papéis. Exemplo: caso do filho de uma família pobre que, apesar de ser um profissional brilhante, não consegue equilibrar a vida financeira. Surgem sempre dívidas ou gastos desnecessários para evitar a formação de uma reserva.

:: Alto nível de ansiedade

A ansiedade atinge patamares elevados quando estamos inseguros diante de resultados. Exemplo: a pessoa que gabarita todos os simulados, mas que tem “brancos” na hora dos exames e não consegue se classificar.

No trabalho

A vida profissional é um campo propício para a autossabotagem. Em Pare de Se Sabotar no Trabalho (Ed. Best Seller), o psiquiatra Mark Goulston aponta uma série de fatores que estão por trás dos boicotes.

• Adia a realização de tarefas ou a tomada de decisões.

O que fazer? Divida as tarefas entre os colegas, sem medo de ser visto como incapaz.

• Insiste em um emprego do qual deveria pedir demissão.

O que fazer? Não reclame, e determine um prazo para se desvencilhar sem prejuízos.

• É competente, mas não sabe lidar com os outros.

O que fazer? Incompetência pode ser só sua interpretação sobre algum colega. Desenvolva a empatia.

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