Família de Santa Catarina é escolhida para o quadro “Lar Doce Lar”, do Caldeirão do Huck

Apicultores ganharam um nova casa em Balneário Gaivota, Sul do Estado

Luciano Huck abraça a família Silva. Ao lado, Riziele, que escreveu a carta para o programa
Luciano Huck abraça a família Silva. Ao lado, Riziele, que escreveu a carta para o programa Foto: Maurício Vieira

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Não é fácil resumir uma vida inteira em 10 páginas. Mas por uma boa causa a apicultora Riziele Corrêa da Silva, 24 anos, conseguiu mais do que isso: comoveu e conquistou a produção do quadro Lar Doce Lar, do programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo, e escreveu mais um capítulo da vida da família, mais precisamente dos pais, que moram em Balneário Gaivota, Sul de Santa Catarina.

O Brasil está conheceu a história dessa família catarinense no programa, que foi ao ar neste sábado. De uma casa de madeira, os apicultores Jovets da Silva, 52 anos, a mulher Mariléia Corrêa da Silva, 46 anos, e o filho mais novo, o estudante Ricardo, 18 anos, passaram a morar em uma casa sonhada por todos esses anos, mas que com as condições financeiras deles não poderiam construir.

Há cinco anos Riziele escreve cartas para o programa escondido da família. Mandou três. A escolhida foi a “do meio”, enviada há três anos. Nela, relatou a vida, a atividade, as dificuldades e o sofrimento dos pais com a destruição causada na casa e do galpão onde trabalham pelo Furacão Catarina, em 2004. Quando foi contatada do programa, há cerca de sete meses, Riziele viu que sua insistência para melhorar a vida dos pais valeu a pena.

Ela conta que a apicultura é a única fonte de renda da família, mas que sempre passam por dificuldades. Têm uma despesa mensal de R$ 2 mil e uma receita que não passa de R$ 1,2 mil.

? Não estamos vencendo as contas em razão da falta de mercado para o mel e os subprodutos. Sem contar outras dificuldades, como a alergia a insetos que minha mãe desenvolveu e a afastou das atividades ? ressalta Riziele.

Apenas a apicultora sabia que o apresentador Luciano Huck realizaria o sonho da família. Nem os irmãos tinham conhecimento das cartas. Riziele não queria criar falsas expectativas. Para a irmã Rislaine, 21 anos, o que eles receberam foi mais que o esperado, e a iniciativa da irmã ainda causa comoção.

? É uma nova fase na nossa vida. Muda tudo. Desde o conforto dos meus pais até a perspectiva de uma vida melhor no trabalho ? avalia Rislaine.

Nova vida

Além da casa nova, Jovets e a mulher Mariléia tiveram o espaço da cozinha “velha” transformada em uma loja de estilo rústico. Ali, a família terá uma referência local para a venda do mel. A expectativa de Jovets é que a visibilidade que a família terá se transforme em retorno positivo para os negócios.

? Quem sabe nosso serviço seja melhor reconhecido e chegue mais longe ? almeja o apicultor.

Desde que a casa foi entregue, há quase um mês, o casal tem recebido a visita de cerca de 150 veículos por final de semana para matar a curiosidade e visitá-los. Mariléia diz que ainda nem conseguiram desfrutar da casa, pois estão entre Urupema ? onde criam as abelhas nessa época do ano ?, e a casa em Balneário Gaivota.

?Estamos trabalhando sem parar. Após o programa, o trabalho já nos esperava. Acho que só vamos inaugurar a casa oficialmente em fevereiro, quando termina o trabalho na Serra. Mas estamos muito felizes.

E se tudo para esse casal se renovou nos 20 dias em que a casa era construída, os apicultores foram presenteados com a primeira lua de mel. Apenas Jovets e Mariléia viajaram para a Costa do Sauípe (BA) e retornaram com o corpo e o espírito tão renovados quanto o novo teto e preparados para a jornada que os aguardava.

Pela primeira vez no sul de SC

Em quatro anos de exibição do quadro, esta foi a primeira vez que o Lar Doce Lar entregou uma casa no Sul de Santa Catarina. O diretor do programa, Luiz Castilho, diz que o ambiente diferente, o ar rural, a apicultura e a localização no campo foi o que chamou a atenção da produção do programa.

? Para qualquer história, o que vale é ser a história da vida, ser do bem e emocionante ? orienta Castilho.

O Caldeirão do Huck recebe, em média, 500 mil cartas por mês. De acordo com o diretor, uma equipe lê e faz a primeira triagem. Depois vai a campo “investigar” a família. Ao retornar, faz o segundo pente-fino, mas Castilho explica que a carta pode ser escolhida e levar meses ou até um ano para ser atendida.

Mais do que um realizador de sonhos, o apresentado Luciano Huck afirma que o interesse maior é de mostrar as histórias e apresentar as diferenças entre as famílias e os sonhos dos brasileiros.

? É sempre gratificante ajudar. À medida que conhecemos as famílias que ajudamos podemos comparar o tamanho dos nossos problemas com as reclamações que fazemos ? explica Huck, que ficou encantado com o ambiente e a atividade da família de Balneário Gaivota.

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