Fazer as unhas no salão pode oferecer risco de doenças

Hepatite e até HIV são transmitidos por instrumentos contaminados

Luvinhas plásticas com creme substituem as bacias com água
Luvinhas plásticas com creme substituem as bacias com água Foto: Glaicon Covre

Fazer as mãos e os pés em manicure, hábito semanal para milhares de mulheres, as expõe a diversos problemas de saúde. As hepatites do tipo B e C são a maior ameaça. O que muita gente não sabe é que essas doenças virais, que podem levar à cirrose hepática e ao câncer do fígado, são transmissíveis pelo contato com o sangue contaminado. A solução é procurar salões de beleza que seguem à risca as regras de higiene da Vigilância Sanitária ou carregar a tiracolo seu próprio kit manicure.

Uma recente pesquisa divulgada pela Secretaria de Saúde de São Paulo, que mostra a alta incidência de manicures contaminadas com hepatite B ou C, assustou clientes de salões de beleza em todo o país. Não é para menos, já que uma em cada 10 profissionais da capital paulista está contaminada por falta de medidas de prevenção. Além dos vírus das hepatites B e C, o mau uso de instrumentos pode causar infecções, micoses e até transmitir o vírus HIV, embora este seja um risco pequeno.

Materiais metálicos devem ser esterilizados em estufas ou autoclaves – aparelhos de esterilização por alta pressão e calor úmido – e todos os outros objetos precisam ser descartáveis.

Sobre o uso de kits individuais trazidos por clientes, donos de salão e manicures são unânimes: não há o menor problema, desde que o material seja de boa qualidade.

– Quando o alicate não está amolado, aviso a cliente que as mãos não ficarão tão bem feitas. Se o equipamento estiver sujo, apresento nossa técnica de limpeza e me ofereço para esterilizá-lo – explica a manicure Marisa Pinheiro, que tem 35 anos de experiência no ramo.

Leia mais
Comente

Hot no Donna