Felicidade está mais relacionada às escolhas do que à genética, mostra pesquisa

Equilíbrio entre trabalho e lazer está entre os pontos-chave da satisfação

Aproveitar é a palavra de ordem na maturidade
Aproveitar é a palavra de ordem na maturidade Foto: Stock Photos, Divulgação

Dedicar-se à família e dar menos importância à ascensão profissional pode proporcionar mais felicidade, mostra um novo estudo da Universidade de Melbourne, na Austrália, baseado em dados de uma pesquisa alemã feita durante 25 anos com mais de 60 mil pessoas.

A pesquisa derruba o mito de que ser feliz seria determinado apenas pelos genes ou pela personalidade do indivíduo e mostra que a felicidade tem relação direta com as escolhas que são feitas durante a vida. O equilíbrio entre o trabalho e o lazer, a participação em atividades sociais e um estilo de vida saudável são fatores-chave para determinar a satisfação com a vida.

? Os objetivos de vida e as escolhas feitas têm muito mais impacto na satisfação do que questões apresentadas em estudos anteriores que relacionavam a felicidade à extroversão e a ser casado ou ter um parceiro ? explica o pesquisador Bruce Headey, da Universidade de Melbourne.

Os pesquisadores descobriram que valorizar a família, ter objetivos altruístas, dedicar-se a eventos sociais regularmente e praticar atividade física com frequência têm impacto direto sobre a felicidade.

Família importa mais do que dinheiro

A pesquisa provou que as pessoas que priorizam a família são mais felizes do que aquelas que se importam mais com a carreira ou com o sucesso material. Apesar de estudos anteriores mostrarem que uma relação afetiva bem-sucedida era determinante para a satisfação com a vida, pesquisadores mostraram, desta vez, que outras escolhas ligadas ao estilo de vida têm mais importância.

? Para ambos, homens e mulheres, trabalhar um pouco menos gera mais felicidade do que estar num relacionamento ? explica.

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