Festival de Cannes: onde todos estão ou desejam estar

Festival que começa nesta quarta-feira é um ponto de encontro de celebridades e uma plataforma para cineastas emergentes e consagrados

Em 2009, Penélope e Almodóvar estiveram em Cannes com o filme "Abraços Partidos"
Em 2009, Penélope e Almodóvar estiveram em Cannes com o filme "Abraços Partidos" Foto: Ver Descrição

O Festival de Cinema de Cannes é como o “Rick’s Cafe Americain”, a casa noturna do personagem de Humphrey Bogart no filme Casablanca, sobre o qual se diz: “Todos vêm ao Rick’s”. Para os profissionais do cinema, jornalistas especializados e os fanáticos de todo o mundo, Cannes é o lugar para onde todos vão ou onde todos queriam estar, pelo menos por 12 dias do mês de maio.

O festival, que começou nesta quarta-feira, é um ponto de encontro de celebridades e uma plataforma para cineastas emergentes e consagrados, como Woddy Allen, cujo filme “Meia-Noite em Paris” abriu o encontro, e Pedro Almodóvar, que este ano retorna a Cannes com “La Piel que Habito”.

Entre as “amenidades” do festival na Riviera francesa, está o debate especial com Johnny Depp e Penélope Cruz durante a apresentação de “Piratas do Caribe: Navegando em águas misteriosas”, que será seguido pela estreia de “A árvore da vida”, do americano Terrence Malick, com Brad Pitt e Sean Penn, outro dos fortes do festival.

— Com a atração que são estrelas como Johnny e Penélope, é simplesmente genial que passem pelo tapete vermelho. Tens toda a imprensa internacional aqui e esse é um incentivo muito grande para nós, porque se queres estreiar um filme em maio e vais a Londres e a outros lugares para promovê-la, não tem ninguém ali. Todos estão em Cannes, por isso é onde tens que estar — afirma o produtor de Piratas do Caribe, Jerry Bruckheimer.

Penélope Cruz, que já é um rosto familiar em Cannes graças às películas de Almodóvar, Woody Allen e outros, fará uma visita relâmpago ao festival com o elenco do filme produzido por Bruckheimer, antes de continuar uma volta global para promover o título.

A atriz espanhola disse que lamenta perder os filmes de Woddy Allen e Almodóvar que serão exibidos em Cannes:

— Gosto muito do festival. Ao caminhar pelas ruas, sente-se um pouco como se estivesse dentro de um filme de Fellini. Sempre digo isso, mas é realmente assim que me sinto. É uma bonita celebração do cinema.

Os organizadores de Cannes, criticados no ano passado por um programação com pouco brilho, neste ano escalaram 20 filmes para competir pela Palma de Ouro, que já foi vencido por títulos como “Taxi Driver”, de Martin Scorsese, “Apocalypse Now”, de Francis Ford Coppola e “Pulp Fiction”, de Quantin Tarantino.

“La piel que habito”, a única película em espanhol que compete pela maior premiação, marca o regresso de Almodóvar, que já recebeu os prêmios de melhor diretor e melhor filme em Cannes. Além disso, representa o reencontro entre o diretor espanhol e o ator Antonio Banderas, que foi protagonista com êxito de vários filmes de Almodóvar nos anos 80.

— É um filme muito difícil de descrever em palavras. Tem um pouco de terror, um pouco de ficção científica. Também há drama e elementos da comédia, mas não o definiria como uma comédia. É um filme muito bom — explica Michael Barker, um dos presidentes da Sony Pictures Classics, distribuidora dos filmes de Almodóvar nos EUA.

Já de Terrence Malick, conhecido por manter-se longe da imprensa, se espera que ele evite a maioria dos eventos públicos frequentados pelos cineastas em Cannes. Malick já ganhou o prêmio de melhor diretor do festival em 1979 com “Cinzas no Paraíso”. 

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