Filho de Sakineh pede intervenção do Papa em condenação de iraniana

Apedrejamento foi suspenso em meio a fortes pressões internacionais

Convidadas falam de espiritualidade e sexo nesta quinta-feira (7), a partir das 18h, na TVCOM
Convidadas falam de espiritualidade e sexo nesta quinta-feira (7), a partir das 18h, na TVCOM Foto: Divulgação

O filho da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, que havia sido condenada à morte por apedrejamento no Irã, declarou hoje à ANSA que fez um pedido oficial ao papa Bento XVI para que intervenha no caso de sua mãe.
  
? Pedimos oficialmente ao Papa para intervir para salvar nossa mãe ? informou Sajjad Ghaderzadeh. Ele também disse à ANSA que ele e sua irmã temem ser presos e pedem à Itália por asilo político.
  
“Recebemos ligações de pessoas que se apresentavam como agentes da inteligência, que nos ameaçaram e uma vez me convocaram aos seus escritórios, mas não fui. Mas existe a possibilidade de que nos prendam a qualquer momento”, afirmou.
  
Questionado pela imprensa, o porta-voz da Chancelaria italiana, Maurizio Massari, atestou que a requisição do filho de Sakineh “será avaliada também através dos contatos com aliados europeus no Teerã”. Ele voltou a destacar o que foi dito quando Ghaderzadeh, em recente entrevista, já afirmava temer pela vida dele e da irmã e pensava em pedir asilo ao primeiro-ministro, Silvio Berlusconi.
  
? Não tenho nenhum comentário a fazer ? pontuou o ministro do Interior, Roberto Maroni, ao ser questionado sobre o pedido.
  
De acordo com Ghaderzadeh, um dos primeiros filhos da mulher de 43 anos cuja condenação transformou-se em tema mundial de campanhas pelos direitos humanos, o advogado de sua mãe também corre riscos.
  
Ele relatou que, “há uns dez dias, revistaram a casa do advogado [Javid Houtan] Kian, levaram embora alguns materiais, como já tinham feito há um mês, e há quatro ou cinco dias instalaram uma câmera de circuito fechado fora de seu escritório”. “Ele foi convocado pelo juiz para sábado e ali poderá ser preso”, completou.
  
A condenação de Sakineh à morte por apedrejamento, derivada de uma acusação de adultério, foi suspensa em meio a fortes pressões internacionais. Porém, na semana passada, o procurador-geral da nação persa, Ghomahossein Mohseni-Ejei, anunciou que a mulher havia sido considerada culpada por ter sido cúmplice no homicídio do marido e poderia ser condenada à morte por enforcamento.
  
Em entrevista ao Tehran Times, Mohseni-Ejei havia explicado que a decisão da Justiça iraniana de considerar a segunda acusação tem precedência sobre a punição por adultério.

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