Fisioterapia específica fortalece a musculatura em casos de incontinência urinária

Tratamento reforça o assoalho pélvico e evita cirurgia

Contato com a natureza deve ser estimulado
Contato com a natureza deve ser estimulado Foto: Divulgação, stock.xchng

Situado abaixo da região do abdômen, o assoalho pélvico é um conjunto de músculos que dá sustentação a alguns órgãos, como a bexiga. Se essa musculatura não está forte o suficiente, a pessoa começa a sofrer de um problema constrangedor: incontinência urinária. Muitas vezes encarada como algo exclusivo de idosos e sobre o que não há muito o que se fazer, a incontinência atinge também adultos, de ambos os sexos. A boa notícia é que há cura. E cura com um método simples: a fisioterapia uroginecológica.

Essa fisioterapia tem como objetivo principal fortalecer a musculatura por meio, por exemplo, da eletroestimulação. Nesse caso, um aparelho é introduzido no corpo. Por estímulos elétricos, aumenta-se o fluxo sanguíneo para os músculos da uretra e do assoalho pélvico. O resultado é mais força para os músculos. O aparelho, nas mulheres, é introduzido pela vagina. Nos homens, pode ser pelo ânus ou instalado na perna, em um nervo que tem reflexos no pavilhão pélvico. O paciente não sente dor, e o desconforto é monitorado pelo médico.

Outro recurso utilizado é o biofeedback – informações fornecidas por um programa de computador, que mede os sinais neurais que o cérebro envia para a musculatura. A partir daí, pode-se elaborar com mais precisão os exercícios da fisioterapia.

– Em outros casos, a bexiga é hiperativa, trabalha demais, fazendo a pessoa sentir necessidade de urinar com urgência. É preciso inibir essa hiperatividade e relaxar a musculatura. Isso também pode ser feito por meio de estímulos elétricos – explica a fisioterapeuta Rosana Andrade.

A fisioterapia também é indicada para gestantes. A ideia é preparar a musculatura do períneo e do sistema respiratório para o momento do parto, para que seja mais confortável e rápido. Depois do nascimento, o fortalecimento tem como objetivo evitar que a mulher desenvolva incontinência urinária, além de acelerar a cicatrização e evitar dores nas relações sexuais.

– A fisioterapia é muito indicada porque tem risco quase zero. É a primeira ação a ser recomendada no tratamento, muito antes da cirurgia. Em quase 80% dos casos, percebo que a fisioterapia melhora as condições, evitando que se faça cirurgia – ressalta a ginecologista e uroginecologista Helena Espartel Freitas.

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