Fórmula permite determinar o grau de retoque em fotos de pessoas

Escala estima o quanto uma imagem foi digitalmente manipulada

Da esquerda para a direita, níveis 1 a 5 de manipulação digital das fotos
Da esquerda para a direita, níveis 1 a 5 de manipulação digital das fotos Foto:

Sabe quando a gente olha uma foto e tem certeza de que ela foi alterada, ou melhor, “photoshopada”? O programa de edição de imagens Photoshop é tão utilizado para modificar “defeitinhos” que virou até verbo com tom negativo para se referir a alterações de grande porte.

Tais alterações agora ganharam uma fórmula matemática para medir o grau de retoques, desde o mínimo até o máximo.

Por exemplo: toda mulher consumidora de revistas de moda sabe que muitas vezes as modelos que estampas as capas e os editoriais são tão perfeitas que ficam até irreais. Gordurinhas, olheiras, rugas e assimetrias são eliminadas pelo programa de computador. Para medir tais retoques, o professor americano de ciências da informática Hany Farid e seu aluno Eric Kee se jogaram na pesquisa para desenvolver uma fórmula precisa sobre o tema.

Eles criaram um indicador que reflete a intensidade dos retoques em fotografias digitais. O estudo foi publicado nesta semana na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Quase 500 fotos alteradas foram comparadas com suas originais e avaliadas por 350 voluntários.

Segundo o New York Times, os participantes determinavam se a foto estava na escala de 1 (muito semelhante) a 5 (muito diferente). A partir daí, estabeleceram oito critérios geométricos e fotométricos que representassem o grau de alteração das fotos. Os resultados foram incorporados à fórmula para obter uma média de retoque para cada par de fotos.

O objetivo é reforçar o alerta da Associação Médica Americana, que defende que haja menos manipulações para que não contribuam para gerar expectativas pouco realistas da imagem corporal no público.

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