Frio é inimigo da pele e dos cabelos

Ressecamento pode causar até rachaduras e sangramentos em áreas do corpo

Produção de suor diminui no frio, e pele acaba ficando ressecada
Produção de suor diminui no frio, e pele acaba ficando ressecada Foto: Jefferson Bottega, BD zH 2/5/2007

Temperaturas mais baixas sinalizam que é hora de mudar a rotina de beleza, já que muitas vezes o frio pode trazer problemas indesejáveis como a pele ressecada, a caspa e as dermatites. Nesta época do ano, as rugas também se tornam mais evidentes, e quem já convive com o ressecamento o ano todo pode sofrer com rachaduras e até sangramentos nas áreas mais secas do corpo.

– No verão, as altas temperaturas fazem com que o corpo produza mais suor, levando água das camadas mais profundas para a epiderme, mantendo a pele sempre hidratada. No inverno, a produção de suor diminui e o corpo deixa de contar com esta alternativa de hidratação. Por isso, usar hidratante passa a ser fundamental. Recomendo os à base de ureia, ácido glicólico, lactato de amônio ou gluconolactona –explica a dermatologista Paula Cabral, da Sociedade Brasileira de Medicina Estética.

Pele saudável

Se o ressecamento é seu principal problema, além de investir em um bom hidratante, outra dica é mudar a alimentação. Diminuir o consumo de café e produtos com cafeína, que têm efeito diurético, e aumentar o consumo de água ajudam a manter o corpo bem hidratado internamente. Encher o prato de legumes e frutas também é uma boa pedida.

– Algumas pesquisas revelam que alimentos com vitamina B aumentam a oleosidade da pele. Ela pode ser encontrada em alimentos como brócolis, amêndoas e amendoins, cenoura, pera, melão, damasco e derivados do leite – explica Paula Cabral.

Evitar os sabonetes muito alcalinos também é fundamental. Na hora de comprar o produto, busque aqueles com o pH neutro ou de linhas infantis, que costumam ser menos agressivos. Banhos quentes pioram o ressecamento – a temperatura ideal é aquela que não embaça os vidros do box nem o espelho. Passar o hidratante com a pele um pouco úmida ajuda a reter a umidade. Nas partes mais ressecadas, um hidratante com PCA-NA, ureia, ácido hialurônico, alantoína, alfa-hidroxiácidos e lactato de amônia fazem a diferença. No rosto, cremes com vitaminas C e E, silicone e o ativo aquaporine ajudam a manter a hidratação.

Se mesmo com estes cuidados o ressecamento não melhorar, procure um dermatologista. Muita coceira, descamação e marcas avermelhadas podem ser sinal de dermatite ou eczema, duas doenças de pele com fundo alérgico que podem piorar nos meses de frio.

Hora de cuidar da acne

A luta contra as espinhas é facilitada no inverno, garante a dermatologista Daniela Nunes, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

– Como as pessoas passam menos tempo no sol, fica mais fácil aproveitar todas as opções para tratar a acne e as manchas causadas por elas. Nesta época do ano, recomendo os peelings e o tratamento feito com o Isolaz, tipo de laser que faz uma limpeza na pele e também mata as bactérias causadoras das espinhas – explica Daniela. Cada sessão do Isolaz custa, em média, R$ 400.

Cabelos merecem atenção

No frio, é comum perceber um aumento da oleosidade e da caspa no couro cabeludo. A cabeleireira Adriana Lobão, do salão Beleza Natural, explica que não é a estação que causa estes problemas, e sim o abuso da água quente e do secador.

– Outro problema é que muitas mulheres espaçam o tempo entre lavagens por causa do fio, o que pode deixar o couro cabeludo pouco saudável. O indicado é lavar o cabelo com a mesma frequência que no verão e, quando usar o secador, evite a temperatura mais alta, não use-os nos fios encharcados e mantenha o aparelho a cerca de dois palmos de distância dos fios – diz Adriana.

Coceira intensa, placas avermelhadas e casquinhas no couro cabeludo são sinais de dermatite seborreica, problema que atinge 54% dos adultos e piora com o estresse.

– Existem estudos que apontam a herança genética geralmente ligada a capacidade da glândula de produzir mais ou menos sebo, o que aliado ao desequilíbrio de fungos e bactérias existentes no escalpe, aumenta a probabilidade da produção de caspa e seborreia – explica a terapeuta capilar Sheila Bellotti. O tratamento costuma ser feito com xampus contendo antifúngicos, ácido salicílico ou enxofre, que devem ser receitados por um dermatologista.

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