Fumar durante gravidez reduz taxa do “bom” colesterol nas crianças, aponta estudo

Filhos de fumantes teriam até 15% mais chances de apresentar doenças coronárias

Tabagismo da mãe gera características negativas na saúde do feto
Tabagismo da mãe gera características negativas na saúde do feto Foto: Fernando Gomes

Fumar durante a gravidez reduz a taxa de colesterol “bom” (HDL) na criança, é o que aponta um estudo de pesquisadores australianos divulgado no site do European Heart Journal, órgão da Sociedade Europeia de Cardiologia. Segundo o estudo, realizado com 405 crianças de oito anos, os filhos de mães que fumam durante sua gravidez apresentam taxas de colesterol HDL de 1,3 milimol por litro, contra 1,5 no caso dos filhos de mães não fumantes.

Após levar em consideração diversos fatores – exposição ao tabaco depois do nascimento, duração da lactância, falta de atividade física, massa corporal – a diferença entre uns e outros era de 0,15 mmol/l. A diferença é considerada significativa pelos pesquisadores. 

– Os resultados indicam que o tabagismo da mãe gera características negativas na saúde do feto, o que pode deixá-lo predisposto a ataques cardíacos – afirma o professor de Cardiologia na Universidade de Sydney, David Celermajer.

Tais efeitos parecem durar pelo menos oito anos e, de acordo com Celermajer, provavelmente, muito mais tempo. O especialista destaca que os níveis de colesterol tendem a se manter da infância à idade adulta, e que alguns estudos demonstraram que cada aumento de 0,025 mmol/l nos níveis de colesterol HDL reduz entre 2 e 3% o risco de doenças coronárias. A pesquisa indica que a diferença de 0,15 mmol/l entre os filhos de mães fumantes e não fumantes pode representar para os primeiros um aumento dos riscos de problemas coronários de entre 10 e 15%.

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