“Gabriela” estreou com cenas quentes na RBS TV na noite de segunda-feira

Nova trama da faixa das 23h terá 76 capítulos, exibidos de terça a sexta

A viagem de Gabriela (Juliana Paes) pelo sertão nordestino
A viagem de Gabriela (Juliana Paes) pelo sertão nordestino Foto: Estevam Avellar

Belas imagens, fotografia elogiada, trilha sonora impecável e muita sensualidade. A estreia de Gabriela na noite de segunda-feira na RBS TV mobilizou antigos e novos fãs da história do imortal Jorge Amado. Remake da trama de 1975, a mininovela adaptada da obra Gabriela, Cravo e Canela (1958) ficou entre os termos mais comentados em todo o mundo no Twitter ontem. Além das comparações entre a caracterização de Juliana Paes com a de Sônia Braga, a intérprete original do papel, não faltaram menções à sensualidade à flor da pele em muitos momentos da história.

– Não existe como fazer Gabriela sem esse tipo de cena – comentou Juliana Paes na entrevista de lançamento.

:: Saiba mais sobre a trama em reportagem publicada no caderno TV Show

Escrita por Walcyr Carrasco, a trama será exibida de terças a sextas, na faixa das 23h, e terá 76 capítulos no total. A trama tem direção de núcleo de Roberto Talma, que não assistiu à estreia porque estava internado: ele se recupera de procedimento de angioplastia com colocação de stents e ainda não tem previsão de alta. A direção geral é de Mauro Mendonça Filho.

A equipe criativa faz questão de reforçar que a novela atual foi inspirada somente no livro, e não na versão de Walter Avancini dos anos 70. Nota-se que diálogos inteiros extraídos da obra de Jorge Amado estão presentes na adaptação, como a cena em que Nacib (Humberto Martins) vê a retirante nordestina pela primeira vez no “mercado dos escravos”.

:: Leia no blog Mundo Livro trechos de descrições sobre a personagem

Histórias totalmente novas, porém, foram criadas para contextualizar fatos, como as cenas de batalha, em que o bando do jovem Coronel Ramiro Bastos (Antonio Fagundes) conquista à força as terras férteis e dá início ao seu império do cacau junto a Amâncio (Genézio de Barros) e Melk (Chico Diaz).

Depois disso, Ilhéus nunca mais seria a mesma.Mas quem altera a rotina da cidade a partir de 1925 é mesmo Gabriela. Na jornada da bela morena do sertão para a cidade grande, ela conquista o coração do jagunço Clemente (Daniel Ribeiro) enquanto sofre a morte do tio, que sucumbe no meio do caminho.

Enquanto isso, no mais badalado bordel do local, o Bataclã (impecável, mas exagerado, com ares de Moulin Rouge), a prostituta Zarolha (Leona Cavalli) é só chamego com seu cliente favorito, o sírio Nacib. Apaixonada, ela toma uma reprimenda da patroa, a cafetina Maria Machadão (Ivete Sangalo, que também soltou a voz no primeiro capítulo):

– Prostituta que se apaixona é burra – ensinou a empresária.

Daqui para a frente, Gabriela já indica que rumo deve tomar: um triângulo amoroso deve ser o principal ingrediente dessa trama apimentada. Juliana Paes vive a protagonista, que, fugindo da seca nordestina, chega à Ilhéus (BA) dos anos 1920, onde conhece o sírio Nacib (Humberto Martins), que a contrata como cozinheira de seu bar, o Vesúvio. A moça então ganha o patrão pelo estômago. E não demora muito para que eles se apaixonem.

Mas Gabriela também desperta o desejo do mulherengo Tonico Bastos (Marcelo Serrado), filho do coronel Ramiro Bastos (Antônio Fagundes). Com segundas intenções, Tonico fingirá ser amigo de Nacib, aconselhando-o a se casar com a morena para se aproximar dela. Nacib deve flagrar os dois juntos e ameaçá-los de morte, mas não cumpre a ameaça por amor a Gabriela.

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