Grace Kelly revela seus segredos de princesa

Foto: Ricardo Chaves, BD ZH

Grace Kelly, símbolo da elegância e beleza de uma época nostálgica, revela seus segredos em uma exposição em Roma que repassa sua vida, desde a infância na Filadélfia à passagem por Hollywood e ao papel de princesa na era dourada de Mônaco.

A partir desta quinta-feira, a Fundação Memmo, situada no Palazzo Ruspoli na capital italiana, se cobrirá do glamour com Os Anos de Grace Kelly, uma exposição que mostra sua trajetória com fotografias e filmes.

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Um episódio exibe Jack Kelly (pai de Grace), milionário, grande desportista e medalhista olímpico no remo, transmitindo aos filhos a paixão pelo esporte.

Reúne ainda os primeiros passos de Grace como estreante nas revistas sofisticadas e nas comédias que expressavam o otimismo do pós-guerra, entre vestidos de musselina, imagens e telegramas de incentivo como o que escreveu seu tio, o ganhador do Pulitzer George Kelly:”estou pensando em ti esta noite, desejo tudo de melhor”.

A figura de Grace Kelly está coberta ainda pelo glamour hollywoodiano em Technicolor com Gary Cooper em High Noon (1952), ou com a roupa de safári que vestiu no papel de mulher adúltera em Mogambo (1953) ao lado de Clark Gable e Ava Gardner.

Está na exposição também o vestido exuberante que a atriz vestiu quando ganhou o Oscar aos 25 anos, com o filme The Country Girl (1954), além de telegramas e cartas parabenizando pela conquista, de personalidades como Jackie Kennedy, Cary Grant, Maria Callas e Alfred Hitchcock, enviados ao hotel Bel-Air de Los Angeles, onde estava hospedada na época.

Apesar das aventuras sentimentais atribuídas pela imprensa da época a Grace Kelly com atores como Clark Gable, William Holden e Cary Grant, a exposição só confirma dois romances.

Sua relação com o ator francês Jean-Pierre Aumont, amado pelo público americano e por Grace, a julgar pelas fotos em que ela aparece acariciando o galã, e a que manteve com o estilista ítalo-russo Oleg Cassini, rejeitado pela família Kelly pela origem irlandesa, por ser divorciado e cristão-ortodoxo.

Uma das salas é dedicada ao mestre cinematográfico Alfred Hitchcock, para quem ela interpretou o ideal feminino: a loira discreta, magra e de delicados gestos entre 1954 e 1955, Dial M for Murder, Rear Window e To Catch a Thief, esta última filmada em Mônaco.

Durante o Festival de Cannes de 1955, Grace Kelly conheceu o Príncipe Raniero III de Mônaco, encontro que produziu uma reviravolta em sua vida e a transformou um ano depois, em 19 de abril de 1956, na princesa do pequeno principado.

O suntuoso vestido da noiva do então chamado casamento do século está na exposição, que conta com 30 horas de imagens gravadas, em grande parte pela própria Grace, até então nunca divulgadas, como cenas do cotidiano dela com os filhos Carolina, Alberto e Estefanía.

Carolina vestida de cigana e Alberto de toureiro, as crianças em uma casa de madeira, em um barco, esquiando, nadando ou jogando com os filhos adotados de Josephine Baker, à qual a princesa ajudou.

Outros filmes exibem festas e reuniões com amigos, como Aristóteles Onassis, Maria Callas, David Niven, Rudolf Nureyev, Bing Crosby, Richard Burton e Liz Taylor e Hitchcock com um puro, conversando, bebendo em taças ou na piscina junto à princesa.

Além disso, a elegância como parte de seu trabalho no campo diplomático com as famílias reais europeias está registrada em uma sala com esplêndidos vestidos de noite expostos com assinaturas de Balenciaga, Christian Dior e Chanel.

Não faltam joias, tiaras, colares, bolsas, anéis cobertos de pedras preciosas de Cartier, Van Cleff e Chopard estão na sala que encerra a mostra de Grace Kelly, atriz que morreu precocemente em um acidente de trânsito aos 52 anos, em uma curva em uma estrada próximo a Mônaco.

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