Halle Berry divulga novo longa de suspense no Rio de Janeiro

Sem barriguinha aparente, atriz americana veio ao país para promover o thriller "Chamada de Emergência"

"Acho que naturalmente devo diminuir o ritmo nos próximos seis ou sete meses", disse atriz em coletiva
"Acho que naturalmente devo diminuir o ritmo nos próximos seis ou sete meses", disse atriz em coletiva Foto: Christian Rodrigues

A atriz americana Halle Berry falou com a imprensa na manhã desta quarta-feira no Rio, onde veio pela primeira vez para divulgar o filme Chamada de Emergência. No thriller que entra em cartaz nesta sexta-feira, a bela estrela de 46 anos interpreta Jordan, uma atendente do serviço telefônico de emergência de Los Angeles que tenta salvar uma adolescente (Abigail Breslin, a menininha de Pequena Miss Sunshine), sequestrada por um psicopata. Vestindo calça e camisa preta justas, Halle não aparentava estar grávida de três meses do ator francês Olivier Martinez – ela é mãe de uma menina de cinco anos, fruto do relacionamento com o modelo franco-canadense Gabriel Aubry.

– Acho que naturalmente devo diminuir o ritmo nos próximos seis ou sete meses. Na semana que vem, já começo a filmar X-Men. Mas, vou ter o bebê e já sair caminhando, porque devo voltar a trabalhar no começo do ano que vem – disse Halle, que se prepara para encarnar pela quarta vez a mutante Tempestade, na superprodução X-Men: Dias de um Futuro Esquecido.

Na coletiva, a artista explicou por que decidiu estrelar o suspense Chamada de Emergência:

– É um filme de gênero, e thriller é um dos meus favoritos. Me lembrou filmes com mulheres fortes como Jodie Foster em O Silêncio dos Inocentes, Sharon Stone em Instinto Selvagem e Glenn Close em Atração Fatal. Parecia com esses filmes, um roteiro bem escrito, com duas personagens femininas fortes e inteligentes, que se recusam a ser vitimizadas.

Na trama, a operadora do serviço 911 auxilia pelo celular a jovem Casey, trancada por um sequestrador no porta-malas de um carro. Ao mesmo tempo, Jordan tenta superar o trauma causado por uma orientação equivocada que passou pelo telefone em uma emergência anterior, que acabou causando a morte de uma outra garota.

– A única experiência que tive antes com o 911 foi que, ironicamente, tive que ligar para o serviço um ano antes de fazer o filme porque havia uma pessoa rondando minha casa durante três dias seguidos, tentando entrar. Foi importante ter uma mulher do outro lado da linha me dizendo o que era o certo a fazer. Quando acabou tudo, disse para ela que iria fazer um filme sobre o tema. Passei muito tempo com esses operadores, ouvi e respondi ligações, escutei coisas horrorosas. Descobri que 80% das pessoas que começam esse treinamento não se formam, enquanto de 30% a 40% pedem demissão nos primeiros três meses. Fica quem tem temperamento para lidar com aquilo – esclareceu Halle.

Primeira intérprete negra a ganhar um Oscar de melhor atriz, pelo drama A Última Ceia (2001), Halle Berry falou para Zero Hora a respeito de suas escolhas cinematográficas – ela recebeu também um Framboesa de Ouro de pior atriz pela aventura Mulher-Gato (2004):

– Há muitos motivos para escolher um filme. Tenho que sustentar uma família, contas a pagar, e isso influencia minha decisão, claro. Mas às vezes leio algum projeto que não tem dinheiro envolvido, mais artístico, que acho importante fazer. Depende do tipo de necessidade que eu tenho no momento.

Segundo Halle, a gravidez não deve interferir muito em seu desempenho no novo título da série X-Men – o terceiro dirigido por Bryan Singer:

– Estou animada de voltar, é uma franquia muito legal. Desta vez, Tempestade não vai poder ser muito durona. Não vou poder participar de muitas cenas de ação, nem voar muito, coisas que eu adoro fazer. Há novos e velhos mutantes agora, há muitos X-Men nesse filme. O elenco é enorme, e a história vai passar por diferentes períodos de tempo.

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