Happy hour mistura striptease, pole dancing, maquiador e filial de sex shop em boate no Rio

Fique por dentro do funcionamento de um clube só para mulheres

Boate de troca de casais ganha noite especial dedicada só para mulheres
Boate de troca de casais ganha noite especial dedicada só para mulheres Foto: Stock Photos

Numa calçada da Figueiredo Magalhães, em Copacabana (Rio), a loira metida numa sainha florida e saltos pink pede ao taxista que abra o vidro do carro. Inclina-se, e a cabeleira faz moldura para o decote. Se ele troca uma nota de R$ 50? Para essa loira, o motorista de praça entregaria até o carro. Ela agradece o troco e o gracejo com um sorriso e desaparece por trás da porta da boate 2A2.

O que está acontecendo nesta terça-feira no notório reduto carioca de troca de casais não é mais uma festa do gênero. A happy hour feminina Clube do Batom mobiliza a casa só para elas. Hoje tudo é para a mulherada: desde a penteadeira na recepção, onde podem incorporar ao visual plumas, luvas coloridas e tiaras e coroas brilhantes, até o sedutor tequileiro vestido de caubói, de quem lambem o sal do pescoço e tomam da boca um pedaço de limão para acompanhar shots da bebida.

As amigas Paula Blower, de 26 anos, Letícia Tavares, 22, e Júlia Ferraro, 19, são as responsáveis por essa versão reformulada do velho “clube das mulheres”. Subgerente da boate, Paula conta com a compreensão do namorado, um economista, para exercer suas funções sem sofrer pressão por ciúme:

? Eu sou a pessoa que tem que estar de olho nos strippers, avalio cada um que é contratado e o desempenho deles. Mas somos bem resolvidos, ele confia em mim ? garante.

Formada em moda, ela não deixa faltar à festa uma lojinha de lingerie ? que, sob sua supervisão, deixará de vender produtos de fornecedores para ganhar a marca Clube do Batom ? e artigos eróticos que as frequentadoras visitam entre strip-teases masculinos. Um chuveiro com box transparente na pista também garante shows à parte dos rapazes.

Quase todas entram na fila para passar pelos pincéis de uma maquiadora profissional antes de circular pelo salão. As mais ousadas posam para ensaios sensuais no segundo piso da casa, onde a fotógrafa Thelma Vidales e sua assistente, Margarida Quadros, produzem os cliques dentro de uma jaula ou de um carro vermelho conversível que é o hit dentre os cenários escolhidos para as fotos.

? Claro que tudo isso serve para aumentar a autoestima da mulher. É como ela quer se preservar: bonita, bem maquiada, feliz ? explica Thelma, para quem toda mulher pode ser bonita… ou ao menos interessante. ? Basta ela se ver assim e investir nisso.

Maquiagens, espartilhos e flashes são abandonados assim que a apresentação de algum dançarino é anunciada. Todas se aglomeram diante do palco onde quatro fortões se intercalam ao longo da noite; não importa qual fantasia estejam vestindo, cada pecinha da roupa é tirada. Sem miséria. Enquanto ainda estão meio vestidos, moçoila que der pinta de assanhamento na plateia é logo puxada pelo rapaz da vez para participar da dança.

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