Impor limites aos filhos é um grande desafio dos pais

Confira dicas de como controlar o seu pimentinha

Em filme inspirado nos quadrinhos, Dennis o Pimentinha quase enlouquecia o vizinho, Sr. Wilson, com suas travessuras
Em filme inspirado nos quadrinhos, Dennis o Pimentinha quase enlouquecia o vizinho, Sr. Wilson, com suas travessuras Foto: Divulgação

Ele tem costume de bater o pé no chão e grunhir: Mas eu queeeero…. Aceitar uma ordem sua? Nem pensar. Fazer o tema de casa, só depois de horas no computador ou videogame. E olhe lá. Pois é, impor limites aos filhos é um dos grandes desafios de toda mãe. Segundo especialistas, saber dizer não a uma criança dá trabalho, mas é um dos segredos do sucesso.

Ao ensinar o filho a lidar com as frustrações da vida, os pais aumentam as chances de ele se tornar um adulto mais feliz. São os limites que dão proteção à criança, interna e externamente, que vão ensiná-la a viver bem em sociedade, a ter moral e ética para o futuro. De acordo com a professora Milena da Rosa Silva, do Departamento de Psicanálise e Psicopatologia do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), quando os pais resistem à gritaria, às birras e às brigas, eles também estão mostrando à criança que se preocupam com ela.

– A criança está sempre buscando os limites, e se tranquiliza ao encontrá-los. O principal é não ter medo do seu filho e de enfrentar uma briga – explica.

Quanto antes esse processo tiver início, melhor. A especialista afirma que a mãe deve começar a colocar limites ainda no primeiro ano de vida, algo que ocorre naturalmente. Com meses de idade, a mãe vai sentindo que o bebê já pode esperar um pouquinho, que ela não precisa atendê-lo tão prontamente quando ele chora, o que já é considerado colocar limites.

– Os limites devem ir acompanhando a capacidade da criança de tolerar e compreender – ressalta Milena.

A psicopedagoga Marlise von Reisswitz explica que não existem regras quando o assunto é dar limites aos filhos. É algo que deve ser construído a partir do vínculo entre mãe e bebê, até o seu crescimento. Ou seja, a criança vai aprendendo com a experiência o que pode e o que não pode fazer.

– Não se pode subestimar a capacidade de aprendizado da criança. É preciso falar com a certeza de que elas estão entendendo e ouvi-las sempre – finaliza.

Como agir

:: Seja objetivo
Expressões vagas como “comporte-se bem”, “seja bom” ou “não faça isso” significam diferentes coisas para diferentes pessoas. Já ordens como “fale baixinho na biblioteca”, “alimente o cachorro agora” e “segure na minha mão para atravessar a rua” dizem à criança exatamente o que deve ser feito.

:: Ofereça opções
Em algumas situações, podemos dar à criança a oportunidade de fazer escolhas. Por exemplo, na hora de se vestir, oferecemos duas opções de roupa: “Você quer essa ou essa?”. São escolhas limitadas, mas que dão a sensação de autonomia e domínio. Mas, ao mesmo tempo, não podemos deixá-la escolher se quer comer bolacha recheada ou o prato de comida.

:: Seja firme
Em questões realmente importantes, quando existe uma resistência à obediência, necessita-se agir com firmeza, dizendo à criança o que ela deve fazer de maneira clara e direta: “Pare agora”. Isso é especialmente importante quando a criança está muito brava, pois ela não consegue nem ouvir os pais. Ela precisa se acalmar e, só depois, uma explicação mais longa deve ser dada.

Obs.: O ideal é que cada pai adapte essas dicas, respeitando o jeito do filho.

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