Inverno é a época mais propícia para procedimentos estéticos

Cirurgião plástico explica as vantagens de intervenções nesta estação

Substâncias injetáveis também merecem cuidados por parte de médicos e pacientes
Substâncias injetáveis também merecem cuidados por parte de médicos e pacientes Foto: Divulgação

O inverno brasileiro começou na manhã de segunda-feira (21 de junho) com queda significativa da temperatura. Os próximos três meses, ao que tudo indica, serão de frio intenso. E é neste mesmo período que se registra outro fenômeno, sem necessidade de previsão e com vistas já para a estação seguinte: a grande incidência de cirurgias plásticas. Ao contrário dos termômetros, os indicadores nesta área apontam sempre para o alto.

Conforme o cirurgião plástico Zulmar Accioli de Vasconcellos, professor na graduação e pós-graduação de medicina e cirurgia plástica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o clima é mais favorável à recuperação do paciente.

– O restabelecimento pleno do paciente, dependendo do tipo de operação, coincide com o início da próxima temporada de calor, quando as pessoas estão mais expostas ao sol e ao público.

Além disso, ressalta o especialista, é tempo de férias do trabalho, da escola ou faculdade, os impostos já foram pagos e muitos já contam com a primeira parcela do 13º salário no bolso.

Procedimentos cirúrgicos reparadores ou estéticos são feitos em qualquer época, mas entre junho e setembro a procura é maior justamente porque as pessoas estão se preparando para voltar às praias e piscinas com a forma desejada, no fim do ano. Antes disso, pesa o fato de ser um momento bastante propício para seguir as recomendações do pós-operatório, “que é tão importante quanto à própria cirurgia, pois pode comprometer o resultado”, avisa o médico.

O distanciamento do sol em relação à terra – que torna os dias mais curtos e a luminosidade menos severa – facilita a realização de cirurgias em regiões do corpo que estão mais vulneráveis à sua ação, como orelhas, nariz, olhos, pescoço e a própria face. O frio nos obriga a vestir roupas grossas e compridas, dificultando que os raios solares manchem as cicatrizes e a pele trabalhada.

O uso de cintas modeladoras, sutiãs cirúrgicos, bandagens e curativos, comuns em implantes capilares, lipoaspirações, operações no abdômen, face e mamas, fica disfarçado e também menos incômodo.

O ar gelado também nos mantém em casa por mais tempo e o conforto da cama convida ao repouso necessário para uma recuperação de sucesso. Esforços físicos e prática de esportes também são mais contidos nesta época.

– Durante o calor, os edemas (inchaços) aumentam, a cicatrização é mais lenta e a dor é maior, sem contar que as pessoas estão mais inquietas – resume Accioli.

O que é melhor no inverno

:: Blefaroplastia (pálpebra): sensação de areia nos olhos, visão em dobro ou turvada podem ocorrer por alguns dias. Necessita repouso nas primeiras 72 horas, quando poderá retornar à leitura e assistir TV. O inchaço some por completo ao final de sete dias e lentes de contato ficam proibidas por duas semanas.

:: Gluteoplastia (bumbum): pós-operatório curto, porém dolorido. As atividades normais são liberadas, inclusive a praia, depois de vinte ou trinta dias. Nos dez primeiros dias, é aconselhável dormir de bruços.

:: Implante capilar: recomenda-se o uso de boné, gorro ou chapéu por um mês, para proteger do sol, da fumaça, do vento e da poeira. Durante o verão, pode abafar a região da cabeça, causando pruridos, dificuldade na cicatrização e a perda microenxertos.

:: Lifting (face e pescoço): o inchaço começa a regredir depois da terceira semana e podem aparecer hematomas. Recomenda-se voltar às atividades físicas somente depois de um mês e evitar, por seis meses, tomar sol, álcool, saunas e banhos a vapor.

:: Lipoaspiração e abdominoplastia (abdômen): uso de cinta elástica modeladora por até 45 dias. É mais tolerante no frio e fica coberta pela roupa. O pós-operatório é dolorido, quando o paciente se movimenta, e a recuperação gradual.

:: Mama (implante de silicone, redução e lifting mamário): requer repouso absoluto de três dias. É necessário o uso de um sutiã cirúrgico durante uma semana. Deve-se evitar esforço físico e a orientação é dormir de lado ou de barriga para cima por 30 dias. O inchaço persiste de três a seis semanas.

:: Otoplastia (orelha): comum nas crianças, que estarão distantes da praia e do sol. Usa-se uma atadura durante 24 horas e, pelos 30 dias seguintes, uma bandana para proteger a orelha operada.

:: Rinoplastia (nariz): depois de 48 horas, já pode sair de casa, mas o rosto estará inchado, com equimose (mancha roxa) e gesso sobre o nariz por uma semana. Atividade esportiva, somente após três meses.

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