Inverno é a estação ideal para renovar a pele maltratada

Saiba mais sobre peeling e outros tratamentos faciais

Cuidados caseiros complementam as sessões com o dermatologista
Cuidados caseiros complementam as sessões com o dermatologista Foto: Andrea Graiz

O sol menos intenso do que no verão convida a tratamentos estéticos. Um deles é o peeling, que promove uma renovação da epiderme, camada mais superficial da pele, que serve, principalmente, como proteção contra os raios ultravioletas e contra outros agentes externos. Portanto, o tratamento faz com que a pele fique desprotegida.

– A radiação solar incidindo nessa pele sensibilizada pode levar à produção de manchas ou pequenas queimaduras, por isso os peelings devem ser realizados no inverno – explica a médica Emileine Di Domenico.

O tratamento promete uma renovação que apaga rugas, manchas e cicatrizes superficiais. O resultado, em geral, é uma pele com aparência rejuvenescida. O peeling pode ser realizado em diferentes regiões da face e do corpo.

Recentemente, os peelings a laser iniciaram uma nova era nesse tipo tratamento de pele. A médica diz que a maior diferença entre o peeling químico e o feito a laser é que o segundo consegue atingir uma camada profunda da pele, sem agredir as camadas mais superficiais. Segundo a profissional, os peelings a laser trazem maior segurança para o paciente, apresentando poucos riscos de hiperpigmentação pós-procedimento. Em função disso, pessoas com um tom de pele mais escuro também podem se submeter ao tratamento com laser.

Um dos tipos mais aplicados hoje é o laser fracionado. A dermatologista Juliana Kida Ikino, por exemplo, considera que o uso de laser fracionado no rosto, mãos e pescoço é mais vantajoso em relação aos demais procedimentos, especialmente os químicos, que exigem mais cuidados na aplicação e no pós-tratamento.

O fracionado age como pequenas partículas de luz em pontos salteados da pele e em profundidade, produzindo o colágeno. Os pontos que não receberam a luz ajudam a cicatrizar os que receberam o laser, diminuindo o tempo de cicatrização.

– Trata-se de um peeling com melhores resultados e recuperação mais rápida – afirma Juliana.

A nova tecnologia tem a capacidade de tratar um número maior de problemas.

– Existem máquinas a laser e de luz pulsada que tratam também vasos sanguíneos, manchas, pelos e tatuagens que os peeling químicos não conseguem tratar – diz a dermatologista Silvana Moreira.

Tipos

Cada tipo de problema tem indicação de um tratamento. É importante que o médico, em conjunto com a paciente, decida qual é o melhor.

Químico
Consiste na aplicação de um ou mais agentes químicos esfoliantes, resultando na destruição da epiderme ou da derme. Entre os peelings químicos, existem os superficiais (ex: acido retinóico), tratando basicamente as manchas mais simples; os peelings químicos médios, que tratam manchas mais profundas e cicatrizes de acnes superficiais (ex: peeling de Urucum Kacovit), e os peelings profundos, que tratam manchas mais densas, cicatrizes e rugas (ex: fenol).

Dermoabrasivo
Neste método consiste na retirada de grande parte da camada da pele. Esse tipo de peeling é realizado pelo cirurgião plástico em bloco cirúrgico. São profundos e realizados com uma lixa cirúrgica em ambiente hospitalar e sob anestesia.

Laser
É realizado com equipamentos de última geração que agem por meio de uma fonte de calor que incide em camadas específicas da pele. Gera pouco dano para essas camadas e atinge exclusivamente as regiões onde há maior produção de colágeno. Os lasers mais utilizados são os de erbium (laser fracionado) e o de CO2.

Importante!
Peelings devem ser realizados por médicos. Apesar de serem procedimentos de técnica simples, exigem habilidade e conhecimento não só da técnica, mas também das intercorrências que podem surgir.

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