Ipea: 91% da população afirma que crime contra mulher deve ser investigado, mesmo sem vontade da agredida

Para a pesquisa, foram entrevistadas 2.770 pessoas nas cinco regiões do país

Casamento geralmente reduz comportamentos agressivos em homens
Casamento geralmente reduz comportamentos agressivos em homens Foto: SXC

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta terça-feira, revelou que 91% dos entrevistados disseram que a violência contra a mulher deve ser investigada, mesmo que a agredida não queira denunciar o agressor. Apenas 4,3% afirmaram que esse é um problema particular do casal, e o Estado não deve se envolver. Outros 3,5% disseram que a vontade da mulher deve ser respeitada.

A pesquisa mostra ainda que as opiniões não têm grandes variações entre homens e mulheres: 90,6% de pessoas do sexo masculino disseram que a agressão contra a mulher devem ser investigada, mesmo sem a vontade dela. No caso das mulheres, esse percentual foi de 91,4%.

O Ipea revelou que mais de 95% dos entrevistados conhecem ou já ouviram falar da Lei Maria da Penha, que define as punições e encaminhamentos para as situações em que a mulher sofre algum tipo de violência de seu companheiro. Ainda de acordo com o instituto, não houve variações em decorrência da região ou da escolaridade do entrevistado. Uma pesquisa realizada em 2009 pelo Ibope mostrava que o percentual de pessoas que conheciam ou já ouviram falar da Lei Maria da Penha era de 78%.

Para 81,9% dos entrevistados, a violência doméstica é um grande problema da nossa sociedade. Outros 14,9% disseram que é problema somente de algumas mulheres, e menos de 2% afirmam que não é um problema. No caso desta pergunta, também não há grandes diferenças entre a opinião de homens e mulheres. Segundo o Ipea, as resposta indicam que a população está sensível à questão da violência contra a mulher.

Para a pesquisa, foram entrevistadas 2.770 pessoas nas cinco regiões do país.

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