Já papou. E agora?

Pediatras ensinam táticas para evitar engasgamentos após as refeições

Quando nasce o bebê, principalmente o primeiro, a reação da criança após as mamadas se transforma em expectativa para mães e pais
Quando nasce o bebê, principalmente o primeiro, a reação da criança após as mamadas se transforma em expectativa para mães e pais Foto: Divulgação

Quando nasce o bebê, principalmente o primeiro, a reação da criança após as mamadas se transforma em expectativa para mães e pais. Algumas famílias colocam o bebê em posição vertical, dão tapinhas nas costas e esperam a eructação (arrotos) para depois levar os pequeninos de volta ao berço. Outras aguardam minutos ou compram colchões inclinados para evitar o refluxo.

A precaução é para evitar dois fantasmas que assustam as mamães ainda na gestação: a morte súbita e o engasgamento (aspiração). Nas últimas semanas, a notícia da morte de um bebê em Joinville (SC) e das gêmeas Larissa e Letícia, em São Sepé, por asfixia com leite, acenderam mais um sinal de alerta para os pais, reforçando a dúvida sobre qual a melhor forma de ajudar as crianças na hora da digestão.

De acordo com o pediatra Roberto Mário Issler, não há motivos para pânico. Basta manter a atenção sobre as crianças e mudar algumas atitudes, como a posição e o local de dormir, para evitar sufocações por alimentos. No caso da morte súbita, ela ocorre sem uma causa específica.

– O leite materno também é um protetor dos bebês. Em casos de pequenas aspirações, quando ele mama no peito, o organismo não considera o leite materno como uma substância estranha. A resposta do corpo é diferente, mais negativa, quando a criança se alimenta com mamadeiras – explica o pediatra.

Rafael, dois meses, nasceu com 35 semanas (pré-maturo, de acordo com os médicos) e está crescendo com saúde graças ao leite da mãe, a pedagoga Liliani Bastos Almada, 34 anos. Com medo de que o menino tenha regurgitações ou se afogue, ela comprou um colchão anti-refluxo e segue à risca a dica do pediatra de o bebê dormir mais próximo dos pés da cama.

– Não precisava comprar o colchão, mas achei melhor por segurança – diz Liliani.

As mudanças na rotina têm trazido benefícios para o bebê e para os pais. Além de dormir sozinho no quarto, o menino tem um sono tranqüilo e acorda poucas vezes durante a noite.

– Quando ouvi as notícias, fiquei com medo de uma tragédia. Mas, ao mesmo tempo, sei que estou fazendo tudo corretamente. Isso me dá tranqüilidade – afirma a mamãe.

Cuidado é sempre o remédio mais precioso

Depois de ver uma seqüência de notícias nas últimas semanas sobre a morte de bebês por asfixia após as refeições, famílias começaram a questionar a melhor maneira de cuidar dos bebês. Para esclarecer algumas dúvidas, os pediatras Silvana Salgado Nader, presidente do Comitê de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria do Estado, e Roberto Mário Issler dão algumas dicas:

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