Japonesas querem o direito de manter o sobrenome de solteira

Quatro mulheres pedem na Justiça revogação de lei do século 19

Janet Marize Vivan lança livro sobre o tema
Janet Marize Vivan lança livro sobre o tema Foto: Porthus Junior

Quatro japonesas defenderão nesta segunda-feira em um tribunal de Tóquio o direito de conservar os sobrenomes de solteiras e solicitarão a revogação da lei do século XIX que obriga a adoção do sobrenome do marido.

O grupo, que tem o auxílio de um dos maridos envolvidos, pede ainda compensações financeiras pelo sofrimento emocional causado pelo que consideram uma norma discriminatória.

Queixas como esta são parte de um movimento que pretende obter mais igualdade de gênero no Japão, onde grande parte da sociedade ainda considera que as mulheres devem abrir mão da carreira após o casamento para cuidar do lar e criar os filhos.

Uma das mulheres, Kyoko Tsukamoto, 75 anos, declarou à AFP que o fato de ter sido obrigada a utilizar o sobrenome do marido durante mais de meio séculio a traumatizou no plano psicológico.

? Nasci com o nome de Kyoko Tsukamoto e quero morrer com ele. É meu desejo ? insistiu.

Os cinco demandantes reclamam no total cinco milhões de ienes (60.900 dólares) como compensação por danos psicológicos. O artigo 750 do código civil japonês estipula que no casamento a mulher e o homem devem ter o mesmo sobrenome. Na maioria dos casos se impõe o do marido, mas alguns homens optam pelo da mulher se, por exemplo, ela pertence à nobreza.

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