Jogos e brincadeiras são alternativa para ocupar as crianças nas férias

Pequenos precisam sentir-se úteis durante os dias de folga

Pescaria é opção divertida de passatempo
Pescaria é opção divertida de passatempo Foto: Reprodução

Para os professores, as férias são um momento de se reorganizar e descansar. Para as crianças, são sinônimo de diversão. Aos pais, o recesso escolar de inverno pode ser uma época de angústia se não houver programação.

Saber o que fazer com as crianças que estão duas ou três semanas em casa exige criatividade e preparação. Para quem pensa que deixá-las curtindo o tempo livre em frente à TV ou apenas jogando videogame é suficiente, está enganado. Optar por brincadeiras, histórias infantis e por momentos de contato com seu filho pode ser a oportunidade de deixá-lo contente e entretido durante as férias, diz a psicopedagoga Lúcia Ramos, mestre em Educação:

– Os pais devem entender que não basta deixá-los em casa. As crianças precisam se sentir úteis durante as férias para voltar com entusiasmo às aulas.

A brincadeira, essencial em todos os momentos da infância, é uma atividade de aprendizado na qual as crianças travam o primeiro contato com a cooperação, o risco e a criatividade e começam a descobrir a estrutura do mundo. Além disso, brincar auxilia no desenvolvimento cognitivo e aguça a capacidade de resolver problemas, a sensibilidade estética e as aptidões linguísticas.

Pensando em ajudar os pais a programar a esperada folga dos pequenos, selecionamos informações e atividades criativas e simples dos livros Brincadeiras Criativas para o seu Filho, de Christopher Clouder e Janni Nicol (Editora Publifolha), e Brincar É Preciso, de Marilena Flores Martins (Editora Evoluir), que podem ser feitas entre pais e filhos. Nesta edição, você também encontrará dicas de livros e de passeios. Afinal, as férias são curtas e precisam ser aproveitadas.

Bom divertimento!

Do que eles gostam

Até um ano

:: Os bebês se divertem com os dedos, com paninhos e bonecos. Adoram brincar de esconder, imitam gestos e começam a ter interesse por brinquedos empilháveis. São indicados móbiles suspensos ou presos nas laterais dos berços, ou os que emitem sons, luzes ou contraste de cores.

Um ano e meio a três anos

:: Eles gostam de brincar de imitar e de faz de conta. Jogos corporais e brincadeiras com bolas, terra, areia e água começam a seduzi-los. Manusear instrumentos, caixas e blocos também despertam interesse.

Três a quatro anos

:: A fantasia de brincar com heróis e fadas sobressai. Eles começam a gostar de brinquedos com movimento, além de brincadeiras de roda, pular, correr, escalar, rolar e andar de bicicleta.

Quatro a seis anos

:: Brincar de pular, correr, cantar e dançar ainda estão na preferência. Além disso, começa o interesse por jogos eletrônicos, de memória, histórias, cinema e teatro.

Seis a nove anos

:: Nesta fase, eles apreciam atividades que estimulam a autonomia e a iniciativa, brincadeiras com materiais criativos, brinquedos eletrônicos, esportes.
Nove aos 12 anos

:: Jogos com bola, brincadeiras na água, correr, saltar e experimentos científicos são atividades que os atraem. Eles também começam a ter interesse por atividades individuais, como a leitura.

Fonte: livro Brincar é Preciso, de Marilena Flores Martins

Móbile de borboletas

O brinquedo incorpora cor, movimento, som e produz impressões diferentes conforme a luz. Além disso, as crianças vão adorar participar da montagem do móbile, que precisa dos seguintes materiais: vareta flexível, fita colorida, tesoura afiada, papel de seda, limpadores de cachimbo e linha de costura.

Se fizer muitas borboletas, tente pendurá-las o mais reto que puder para evitar que fiquem batendo umas nas outras e embaracem.

Como fazer

1 – Escolha o diâmetro do móbile e enrole a vareta formando um anel e entrelaçando-a uma ou duas vezes para ficar presa. Esconda as pontas.

2 – Enrole uma fita colorida ao redor do anel para decorar.

3 – Prenda quatro tiras de fita do mesmo comprimento no aro. Amarre as pontas soltas e prenda uma outra fita às quatro, para pendurar o móbile de forma centralizada.

4 – Para fazer as borboletas, corte as asas no papel e veja se estão simétricas. Faça várias camadas de papel para poder cortar várias asas ao mesmo tempo.

5 – Escolha cores diferentes, empilhando camadas com duas ou três asas uma sobre as outras. Dobre um limpador de cachimbo ao meio e prenda o papel de seda entre as duas metades. Amasse levemente o papel para dar a forma de borboleta.

6 – Torça as pontas do limpador de cachimbo para prender bem o papel de seda e curve as pontas, formando a cabeça e as antenas.

7 – Afofe as asas e amarre um pedaço de linha em cada ponta do limpador. Prenda outro pedaço de linha ao primeiro e amarre para que ela deslize para baixo e para cima do primeiro fio, até a borboleta ficar no prumo.

8 – Prenda as borboletas no aro, a intervalos regulares e alturas diferentes.

Coroas e mantos

A partir dos três anos, as crianças adoram se fantasiar de heróis e fadas porque estão vivendo uma fase de extrema imaginação. Que tal fazer alguns adereços para elas brincarem, como coroas e mantos? Na lista de materiais estão musselina colorida, tesoura, alfinetes, agulha de costura, linha, feltro, cola branca, lantejoulas, novelos de lã, elástico de um centímetro de largura, agulha de bordar e linha de bordar colorida.

Como fazer

1 – Para fazer mantos e véus, corte quadrados de musselina de 1 metro e de 50 centímetros. Faça a bainha e passe.

2 – Para fazer uma coroa, escolha o formato da frente de sua preferência e corte uma tira de feltro dobrada ao meio do tamanho correto.

3 – Costure ou cole enfeites em um dos lados usando retalhos de feltro, lantejoulas e bordando flores com lã colorida.

4 – Corte um pedaço de elástico no tamanho certo da cabeça da criança. Coloque o elástico nas extremidades das duas peças de feltro, entre os dois panos, e prenda com alfinetes.

5 – Costure os dois pedaços de feltro juntos com linha de bordar colorida. Retire os alfinetes. Se quiser, corte mais quadrados coloridos para fazer um véu e colocá-lo sobre a cabeça e debaixo da coroa.

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