Jornalista americana conta em livro sobre prisão no Irã

Hoje, Roxana Saberi viaja pelo mundo fazendo palestras sobre direitos humanos

Ingestão de alimentos ricos em cálcio e magnésio tornaria ambiente do útero mais propício ao cromossomo X
Ingestão de alimentos ricos em cálcio e magnésio tornaria ambiente do útero mais propício ao cromossomo X Foto: Stock xchng, Divulgação

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Roxana Saberi tinha 25 anos em 2003, quando se mudou dos Estados Unidos para o Irã para trabalhar como correspondente internacional freelancer. Filha de iraniano com japonesa, a jornalista americana queria conhecer melhor a terra natal de seu pai e escrever um livro sobre a cultura do país.

No começo, tudo transcorreu muito bem. A ideia inicial era ficar um ou dois anos por lá, mas o povo e riqueza cultural a cativaram de tal forma que ela estendeu sua estadia até 2009. Enquanto trabalhava no Irã, Roxana entrevistou para suas reportagens autoridades ocidentais e as mulheres do Irã.

Roxana só queria conhecer melhor a cultura local. Mas seu trabalho foi visto pelo governo como perigoso e foi o suficiente para levantar a desconfiança das autoridades contra ela. Na madrugada de 31 de janeiro de 2009, ela teve sua casa invadida por agentes que a levaram presa.

Foi acusada e condenada a oito anos de detenção por espionagem num julgamento falacioso no qual contou com um advogado escolhido pelo próprio governo. Em seguida, foi levada para a temida cadeia Evin, onde ficam os presos políticos. Nos primeiros dias, ninguém ficou sabendo que tinha sido detida. Depois de intensa pressão internacional da ONU e da imprensa americana, Saberi foi libertada e voltou aos Estados Unidos.

Abandonou a ideia inicial de escrever sobre a cultura do país para contar como foram os 100 dias que passou presa. A obra Entre Dois Mundos – Minha Vida de Prisioneira no Irã, foi lançada recentemente no Brasil pela editora Larousse.

Em entrevista por telefone ao Jornal da Tarde, de sua casa nos Estados Unidos, ela disse que enquanto ficou presa, não sofreu castigos físicos, mas foi submetida a tortura psicológica.

– A prisão mudou minha vida em diferentes níveis e me fez repensar o que significa liberdade e direitos humanos – diz.

Hoje, ela trabalha como jornalista freelancer e viaja pelo mundo fazendo palestras sobre direitos humanos e a situação no Irã. Em novembro, esteve no Brasil para ministrar palestras no Rio de Janeiro e São Paulo.

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