Livro de jornalista americana se propõe a ser um guia para uma vida chique e sustentável

"Eco Chic - Salvando o Planeta Com Estilo" disserta sobre os benefícios de uma vida mais verde

Christie construiu um guia prático para que as mulheres saibam exatamente o que fazer em qualquer situação, não apenas para salvar o mundo, mas também para adotarem um estilo de vida mais saudável
Christie construiu um guia prático para que as mulheres saibam exatamente o que fazer em qualquer situação, não apenas para salvar o mundo, mas também para adotarem um estilo de vida mais saudável Foto: Divulgação

Certo dia, a jornalista americana Christie Matheson, habituada a escrever sobre moda e gastronomia, decidiu que publicaria um livro sobre esse assunto sobre o qual todo mundo andava falando: ser sustentável. Afinal, se o tema havia invadido o mundo fashion, ela precisava estar por dentro. Após mais de um ano de pesquisas, a mesma Christie que incentivava o consumismo em seus artigos de casacos de pele a comodidades tecnológicas se viu mergulhada nessa nova ordem mundial lançada pela sustentabilidade. A escritora passou a advogar os benefícios de uma vida mais verde e assim nasceu o livro Eco Chic Salvando o Planeta Com Estilo (Matrix Editora, R$ 29,90).

Mas se engana quem julgou que Christie desceu dos saltos de grife, abandonou os cosméticos, aboliu a carne e virou uma daquelas hippies que nem sequer raspam os pelos das axilas. A jornalista se propôs a ensinar às suas leitoras o que aprendeu em suas pesquisas: é possível, sim, ser “chic” e sustentável ao mesmo tempo.

E é esse o grande mérito de Eco Chic ? sem os radicalismos ecochatos que muitas vezes afastam os mais resistentes (e também alguns nem tanto assim) de atitudes ecológicas, Christie construiu um guia prático para que as mulheres saibam exatamente o que fazer em qualquer situação, não apenas para salvar o mundo, mas também para adotarem um estilo de vida mais saudável.

Com um texto leve e divertido (ok, os mais entendidos podem achá-lo bobo e irritante), ela explica, por exemplo, qual é o tipo de plástico do qual temos de ficar longe, o que precisamos cuidar nos rótulos dos produtos de beleza, como comer bem e com responsabilidade ambiental, os segredos de ter um guarda-roupa chique e ecológico e por que as “mulheres eco” não engordam.

Apesar de alguns dos produtos e serviços indicados não existirem no Brasil, os tradutores citam alguns substitutos no mercado nacional ? mas, de qualquer maneira, é um incentivo para procurá-los por aí.

As 216 páginas do livro mostram como é simples, mas ao mesmo tempo complexo, ser sustentável. Embora quase tudo se resuma a pequenas mudanças de atitude, elas vão muito além de não usar sacolas plásticas e reciclar o lixo e estão presentes em praticamente todas as decisões que tomamos no dia a dia.

Mas com a ponderação de quem não pretende ? e não vai ? abdicar de certos prazeres não-sustentáveis pelo bem do planeta, Christie mostra que, se não podemos ser verdes o tempo inteiro, alguns esforços fazem toda a diferença.

“Decidi fazer uma drástica redução para seis minutos de banho. (Tudo bem se você não for tão radical – cada minuto conta.) Isso é tempo mais do que suficiente se você for estratégica: lave e passe condicionador no cabelo assim que você entrar no banho e deixe o condicionador penetrar, enquanto você se ensaboa, esfolia a pele etc, depois enxague e saia do banho. Uma vez terminei o banho em quatro minutos, mas era porque eu sabia que tinha uma taça de vinho esperando por mim. Bônus de beleza: tomar banhos mais curtos é excelente para a pele. A água quente resseca e notei que minha pele está menos flácida desde que parei com a bobagem de gastar um quarto de hora no banho.”

“Com relação a desodorantes, (…) tem mais relação com a produção do que com o produto. Desodorantes naturais não contêm alumínio, cuja mineração causa problemas para o meio ambiente. (…) Muitos desodorantes contêm químicos nocivos como o parabeno (…). Quando não consegui mais um tiquinho do meu adorado desodorante, fui até uma loja e comecei a cheirar substitutos em potencial. O menos nocivo – e vou contar uma coisa, alguns deles me fizeram torcer o nariz – era um que tinha aroma de calêndula. Usei no dia seguinte e o Will disse que eu “cheirava como homem”. Ele tinha razão. E a coisa ficou ainda pior. (…) Eu estava disposta a usar desodorante natural por uma semana – se não permanentemente -, mas eu soube naquele momento que não poderia continuar com isso. Eu não poderia ser uma escritora sobre estilo de vida com uma reputação de quem cheira mal. Sei que não é muito eco da minha parte, mas voltei a comprar o meu desodorante no dia seguinte. Desodorante é algo que não vou abrir mão. (Críticos, mandem bala!)”

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